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Kadafi promete retaliar com ataques a “civis e militares”

Numa transmissão de áudio da TV estatal libanesa, ditador conclama árabes, africanos e até latino-americanos a resistir à "cruzada colonial"

Por Da Redação - 19 mar 2011, 19h32

Em meio aos ataques de americanos, britânicos e franceses, a TV estatal libanesa mostrou imagens de centenas de pessoas abrigadas nos palácios de Kadafi, além de tanques de petróleo e um hospital em Trípoli que, o governo alega, foram bombardeados pela coalizão estrangeira.

O canal divulgou o áudio de um discurso do ditador. Na fala Kadafi diz que vai atacar alvos civis e militares no Mediterrâneo em retaliação ao que ele chama de “cruzada colonial” e que também irá armar civis para defender o país. “Esta agressão só faz o povo líbio ainda mais forte e disposto à luta”, encerrou ele, depois de conclamar árabes, africanos e até latino-americanos na resistência à intervenção militar.

Mais cedo, em um comunicado oficial, o governo líbio classificou os ataques como “barbárie”, mas alegou que não era suficiente para “deter o espírito de luta do seu povo”. A mensagem foi encerrada com a promessa de continuar “a luta contra a Al Qaeda”.

A Líbia negou que tenha quebrado o cessar-fogo que anunciou na última quinta-feira (17), apesar dos diversos testemunhos de ataques neste sábado contra rebeldes em Bengasi, e pediu a presença de observadores da ONU.

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Obsoleto – Antes da revolta na Líbia, o exército de Kadafi contava com 100 mil soldados, sendo 12 mil de elite. As forças do ditador contam ainda com 300 aviões e caças, a maioria deles MiG russos e Mirage franceses equipados com mísseis ar-ar soviéticos. Analistas apontam que, por obsoleto, o aparato militar de Kadafi é incapaz de fazer frente à intervenção dos países ocidentais. A maioria dos mísseis de alcance terra-ar estão localizados ao redor de Trípoli, a capital.

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