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Kadafi foi convidado a ficar na Líbia se renunciar

Ditador líbio continua zombando da Otan e resistindo aos apelos internacionais

O chefe dos rebeldes da Líbia convidou o ditador Muamar Kadafi a ficar no país sob a condição de renunciar formalmente e aceitar a supervisão internacional de todos os seus movimentos. Os insurgentes e os seus aliados ocidentais rejeitaram qualquer solução para o conflito que não inclua a renúncia de Kadafi, dizendo que ele deve deixar o poder antes do início de negociações de paz. O convite, porém, não surgiu efeito, já que o ditador continua resistindo aos apelos internacionais, prometendo lutar até a morte.

Falando de seu reduto em Bengasi, o chefe rebelde Mustafa Abdel Jalil – ex-ministro da Justiça de Kadafi – afirmou que fez a proposta há cerca de um mês, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), mas que ainda não obteve resposta de Trípoli.

“Como solução pacífica, oferecemos que ele pode renunciar e ordenar seus soldados que deixem seus quartéis e posições, e então ele pode decidir se vai ficar na Líbia ou viajar para outro país,” afirmou. “Se ele desejar ficar na Líbia, determinaremos um lugar e será sob supervisão internacional. E haverá supervisão internacional de todos os seus movimentos,” completou. O local, segundo Jalil, poderia ser um quartel militar ou um “prédio civil” na Líbia.

Kadafi, no entanto, continua zombando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que não avança em suas tentativas de encerrar impasse militar e político que se tornou o conflito na Líbia. A guerra se arrasta pelo seu quinto mês, com a intensificação dos bombardeios contra Kadafi. O ditador chegou a ameaçar um ataque à Europa em resposta às ofensivas aéreas da Otan na última sexta-feira.

(Com agência Reuters)