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Justiça pede 3 anos de prisão para jovens do Pussy Riot

Comunidade ortodoxa quer proibir show de Madonna após cantora defendê-las

A promotoria de Moscou pediu nesta terça-feira uma condenação a três anos de prisão para as três jovens que integram o grupo punk Pussy Riot. Elas são julgadas por terem cantado em fevereiro, diante da catedral de Cristo Salvador, na capital russa, uma “oração” contra o presidente Vladimir Putin.

Nadezhda Tolokonnikova, 22 anos, Yekaterina Samutsevich, 29, e Maria Alyokhina, 24, foram acusadas de “vandalismo” e de incitação ao ódio religioso, informou o promotor diante do tribunal Jamovnicheski de Moscou. “O crime é grave e a promotoria considera que sua correção só é possível em condições de isolamento da sociedade. A punição necessária deve ser uma verdadeira privação de sua liberdade”, disse o promotor no tribunal.

Nesta terça-feira, associações de ortodoxos pediram a proibição dos shows na Rússia da cantora Madonna, que na segunda-feira pediu clemência para as três jovens. A estrela americana, que fará um show nesta terça-feira em Moscou e outro na quarta-feira em São Petersburgo, pediu que o “tribunal demonstre clemência e que estas mulheres sejam libertadas em breve”, segundo a imprensa russa.

As três integrantes do Pussy Riot são julgadas desde julho em Moscou. “Tomar posição a favor das Pussy Riot significa interferir nos assuntos internos de nosso país e pressionar o tribunal”, afirmou à agência Interfax o gabinete de imprensa da União de Portadores de Estandartes Ortodoxos, um grupo monárquico. “É nosso dever solicitar a proibição dos shows: esta cantora burla abertamente as nossas leis, de nossas tradições, de nossa cultura”, afirmou Yuri Ageshchev, porta-voz da União de Fraternidades Ortodoxas.

(Com agência France-Presse)