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Justiça israelense despreza recurso e ex-presidente será preso por estupro

Por Da Redação 10 nov 2011, 13h00

(Atualiza data de entrada em prisão e declarações de pessoas próximas).

Jerusalém, 10 nov (EFE).- O Supremo Tribunal de Israel rejeitou nesta quinta-feira o recurso apresentado pelo ex-presidente do país Moshe Katsav que em 7 de dezembro começará a cumprir pena de sete anos por estupro que foi imposta a ele em março.

Três juízes da máxima instância judicial de Israel leram o resumo da sentença sobre o recurso de Katsav contra a pena por estupro e outros crimes sexuais cometidos contra três funcionárias quando era ministro de Turismo e chefe do Estado.

Katsav ‘se manteve firme’ durante a leitura da sentença, mas ficou desolado quando os juízes a decretaram por unanimidade, revelou uma testemunha consultada pelo site do jornal ‘Yedioth Ahronoth’.

‘Katsav ficou triste porque o tribunal se recusou a escutá-lo, mas ele é forte e inflexível. Nada o abala e não sente nenhuma culpa’, declarou um de seus amigos, David Motari.

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Para a procuradora Naomi Granot, a decisão do Supremo Tribunal de Israel contém ‘uma mensagem importante’ de que ‘os criminosos sexuais receberão longas penas’.

O Tribunal de Tel Aviv havia condenado Katsav em março a sete anos de prisão pelos delitos. Além disso, o ex-presidente foi condenado na época a cumprir dois anos de liberdade condicional e a pagar US$ 28,3 mil a uma das vítimas.

Katsav decidiu recorrer e alegou que as relações sexuais mantidas com uma das litigantes foram consensuais.

O mesmo tribunal de Tel Aviv que ditou a pena em março o havia declarado culpado em dezembro de 2010 por estuprar em duas ocasiões uma ex-funcionária do Ministério do Turismo.

O ex-presidente ainda foi considerado culpado por abuso e assédio sexual a duas funcionárias da Presidência, além de outros delitos menores como abuso de poder, obstrução à justiça e assédio a testemunhas. EFE

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