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Justiça investigará acusações contra Sarkozy

Herdeira da L'Oréal teria financiado campanha de presidente

Por Da Redação - 7 jul 2010, 11h17

Promotores franceses do subúrbio parisiense de Nanterre iniciaram uma investigação preliminar sobre as acusações de que Liliane Bettencourt, herdeira da companhia L’Oréal e mulher mais rica do país, financiou secretamente a campanha eleitoral do presidente Nicolas Sarkozy em 2007. A revelação foi feita nesta quarta-feira por um funcionário judicial, sob condição de anonimato.

Uma ex-contadora de Liliane, Claire Thibout, disse aos investigadores que seu principal assessor financeiro doou 150.000 euros em dinheiro para Eric Woerth, tesoureiro da União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente. Sarkozy acabou eleito dois meses depois. O presidente francês, porém, negou a versão, dizendo que as notícias são parte de uma campanha para difamá-lo.

A mulher de Woerth já trabalhou como assessora de investimentos de Liliane. Já Woerth é atualmente ministro de Trabalho de Sarkozy e dirige um impopular programa de reformas de pensões, que elevará a idade de aposentadoria no país de 60 para 62 anos. Os políticos de oposição exigem a renúncia do ministro por causa do escândalo.

Na terça-feira, Sarkozy defendeu Woerth energicamente, dizendo que as acusações são uma “calúnia, que busca somente desprestigiar, sem a menor base na realidade”. Woerth, que foi tesoureiro da UMP por oito anos, afirmou estar “indignado” com as acusações. “Nunca recebi um euro que não fosse legal.”

(Com agência Estado)

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