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Justiça dos EUA diz que recusa em desbloquear iPhone é ‘estratégia de marketing’ da Apple

FBI exigiu software para desbloquear o telefone de um terrorista, mas a empresa alega que, se a medida fosse atendida, fragilizaria a segurança de todos os usuários de iPhones

Por Da Redação - 19 fev 2016, 18h27

O Departamento de Justiça dos EUA emitiu nesta sexta-feira uma ordem judicial exigindo que a Apple forneça a assistência técnica para desbloquear o celular usado por um dos terroristas de San Bernardino (EUA), cumprindo o pedido feito pelo FBI na terça-feira. Na ordem, a Justiça americana acusou a Apple de usar a recusa de desbloquear o celular como “estratégia de marketing”.

“A atual recusa da Apple em cumprir com a ordem do Tribunal, apesar da viabilidade técnica de fazê-lo, parece ser baseada em sua preocupação com seu modelo de negócios e estratégia de marketing da marca”, escreveu o Departamento de Justiça no documento emitido nessa sexta. “Ao invés de ajudar nas investigações de um ataque terrorista mortal, obedecendo a ordem deste tribunal de 16 de fevereiro de 2016, a Apple recusou publicamente.”

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A ordem proferida na terça-feira pelo FBI não pedia diretamente à Apple para desativar o bloqueio específico do iPhone 5C de Syed Farook, um dos autores do atentado que matou catorze pessoas em dezembro de 2015. O órgão exige que a empresa forneça um software que ajude os investigadores a descobrir a senha de acesso ao iPhone, que poderia ser usado em outros aparelhos.

Em um comunicado emitido na última quarta-feira pelo diretor executivo da empresa, Tim Cook, a Apple afirma que o pedido do FBI, que investiga o atentado, teria “graves consequências para a segurança” dos usuários dos telefones iPhone. “O governo dos Estados Unidos pediu à Apple que dê um passo sem precedentes, que ameaça a segurança de nossos usuários”, disse Cook no comunicado.

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(Da redação)

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