Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Justiça dos EUA diz que recusa em desbloquear iPhone é ‘estratégia de marketing’ da Apple

FBI exigiu software para desbloquear o telefone de um terrorista, mas a empresa alega que, se a medida fosse atendida, fragilizaria a segurança de todos os usuários de iPhones

O Departamento de Justiça dos EUA emitiu nesta sexta-feira uma ordem judicial exigindo que a Apple forneça a assistência técnica para desbloquear o celular usado por um dos terroristas de San Bernardino (EUA), cumprindo o pedido feito pelo FBI na terça-feira. Na ordem, a Justiça americana acusou a Apple de usar a recusa de desbloquear o celular como “estratégia de marketing”.

“A atual recusa da Apple em cumprir com a ordem do Tribunal, apesar da viabilidade técnica de fazê-lo, parece ser baseada em sua preocupação com seu modelo de negócios e estratégia de marketing da marca”, escreveu o Departamento de Justiça no documento emitido nessa sexta. “Ao invés de ajudar nas investigações de um ataque terrorista mortal, obedecendo a ordem deste tribunal de 16 de fevereiro de 2016, a Apple recusou publicamente.”

Leia mais:

FBI investiga ataque de San Bernardino como “ato de terrorismo”

Polícia encontra arsenal na casa dos atiradores de San Bernardino

Autora de tiroteio na Califórnia jurou aliança ao Estado Islâmico em rede social

A ordem proferida na terça-feira pelo FBI não pedia diretamente à Apple para desativar o bloqueio específico do iPhone 5C de Syed Farook, um dos autores do atentado que matou catorze pessoas em dezembro de 2015. O órgão exige que a empresa forneça um software que ajude os investigadores a descobrir a senha de acesso ao iPhone, que poderia ser usado em outros aparelhos.

Em um comunicado emitido na última quarta-feira pelo diretor executivo da empresa, Tim Cook, a Apple afirma que o pedido do FBI, que investiga o atentado, teria “graves consequências para a segurança” dos usuários dos telefones iPhone. “O governo dos Estados Unidos pediu à Apple que dê um passo sem precedentes, que ameaça a segurança de nossos usuários”, disse Cook no comunicado.

(Da redação)