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Justiça do Peru anula sentença de ex-presidente Ollanta Humala no caso Odebrecht

Político e sua esposa, Nadine Heredia, foram condenados a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro em abril de 2025

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 31 jul 2026, 11h53
Justiça do Peru anula sentença de ex-presidente Ollanta Humala no caso Odebrecht Priorizar nos meus resultados Google

A Justiça do Peru anulou a condenação a 15 anos de prisão do ex-presidente Ollanta Humala por lavagem de dinheiro e pela acusação de receber repasses ilegais da empreiteira brasileira Odebrecht e do governo da Venezuela, segundo uma decisão divulgada na quinta-feira, 30, que agora permite que a defesa inicie processo de pedido de liberdade.

“Foi decidido declarar a nulidade de todo o processo penal movido contra Ollanta Moisés Humala Tasso”, afirma a decisão do Tribunal Constitucional (TC) sobre um pedido de habeas corpus apresentado em janeiro pelos advogados de Humala, de 64 anos.

Na sentença, o Tribunal decidiu “declarar procedente a ação, ao considerar comprovada a violação dos princípios de legalidade e tipicidade, conexos ao direito à liberdade pessoal”.

Humala e sua esposa, Nadine Heredia, foram condenados a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro em abril de 2025. A Justiça peruana concluiu que ambos receberam milhões de dólares do governo venezuelano e da Odebrecht para financiar duas campanhas presidenciais (2006 e 2011).

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Em nota, o advogado do ex-presidente disse ter recebido “com bastante satisfação a sentença que declarou procedente o habeas corpus e, consequentemente, determinou a nulidade de todo o processo”. Wilfredo Pedraza indicou que, para obter a liberdade de Humala, apresentará a decisão do TC à turma judicial em que se encontra o recurso de apelação do caso.

Humala está preso em uma unidade especial para ex-presidentes na zona leste de Lima.

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Desde que a Odebrecht admitiu, em 2016, o pagamento de propinas a autoridades de diversos países latino-americanos, o Peru tornou-se um dos mais impactados pelo escândalo, com quase todos os presidentes eleitos desde 2001 investigados, processados ou condenados.

Segundo o MP, o escândalo também envolveu os ex-presidentes Alan García (2006-2011), que cometeu suicídio em 2019 antes de ser preso; Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), ainda investigado; e Alejandro Toledo (2001-2006).

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Toledo foi condenado em outubro de 2024 a mais de 20 anos de prisão por receber propinas milionárias em troca de obras em seu governo.

(Com AFP)

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