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Justiça dita ordem de prisão internacional contra Ben Ali

Enquanto isso, população segue tomando as ruas de todo o país para protestar

Por Da Redação - 26 jan 2011, 09h30

A Justiça ditou uma ordem de detenção internacional contra o presidente deposto da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, e sua mulher, Leila Trabelsi, anunciou nesta quarta-feira o Ministério da Justiça. No país, porém, os manifestantes contrários ao partido do ex-ditador continuam sofrendo repressões. As forças policiais enfrentaram, com gás lacrimogêneo e cassetetes, milhares de manifestantes procedentes das regiões pobres do interior da Tunísia que tomaram as ruas para protestar mais uma vez. Há dias eles exigem a saída de todos os ministros do antigo regime de Ben Ali do governo de transição.

Enquanto isso, o ex-ditador e a mulher seguem refugiados na Arábia Saudita desde que uma série de confrontos de rua entre a população e o Exército derrubou ser governo. A investida policial em frente à sede do governo acontece no momento em que se espera com grande expectativa em Túnis o anúncio do novo executivo de transição, cuja composição será fundamental para a continuação ou interrupção dos protestos em todo o país.

Os conflitos – A tensão desta quarta aumentou consideravelmente na praça situada diante da sede do escritório do primeiro-ministro, depois que a polícia instalou barreiras de arame farpado com a intenção de bloquear o acesso à área, o que provocou a indignação dos cidadãos. Alguns grupos de manifestantes protestaram e resistiram aos agentes, que dispararam, então, dezenas de projéteis de gás lacrimogêneo e começaram a golpear as pessoas com cassetetes. O caos e a confusão se espalharam na praça, onde milhares de tunisianos das regiões mais pobres do país estão acampados há dias.

Os violentos enfrentamentos entre os manifestantes e as forças policiais em frente à sede do governo e pelas ruas adjacentes se sucederam durante vários minutos. Muitos manifestantes lançaram pedras nos agentes, enquanto os acusavam de pretender “cercá-los e matá-los de fome” ao bloquear os acessos à praça através dos quais os habitantes da capital se somavam ao protesto e levavam alimentos e bebidas.

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(Com agência EFE)

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