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Justiça da Suécia pede 10 anos de prisão para acusado de prostituir esposa com 120 homens

Homem é acusado de prostituição para obtenção de lucro, de estupro e de usar ameaças, controle psicológico e violência contra a vítima

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 Maio 2026, 19h04 | Atualizado em 25 Maio 2026, 19h05
Justiça da Suécia pede 10 anos de prisão para acusado de prostituir esposa com 120 homens Priorize VEJA no Google

Uma promotora da Suécia pediu nesta segunda-feira, 25, uma pena de dez anos de prisão para um homem de 62 anos acusado de explorar a própria esposa ao obrigá-la a manter relações sexuais pagas com cerca de 120 homens ao longo de mais de três anos. Além de prostituição para obtenção de lucro, o homem é acusado de estupro e de ter usado ameaças, controle psicológico e violência contra a vítima.

O processo ocorre em Härnösand, no norte do país, e vem sendo conduzido em grande parte a portas fechadas devido à gravidade das acusações e à necessidade de proteger a vítima, que não teve a identidade divulgada. A etapa final está prevista para esta terça-feira, 26, quando a defesa apresentará suas alegações.

A promotora Ida Annerstedt classificou o caso como uma “exploração impiedosa” da vítima e salientou que “os fatos tiveram magnitude considerável, geraram lucros significativos e constituíram uma exploração brutal da denunciante”.

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A legislação sueca adota um modelo diferente do de diversos países. No país, vender serviços sexuais não é crime, mas pagar por sexo ou lucrar com a exploração da prostituição de terceiros configura infração penal.

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Entenda o caso

Segundo a acusação, o homem teria criado anúncios na internet oferecendo serviços sexuais, organizado os encontros, supervisionado clientes e pressionado a esposa a realizar atos sexuais online para atrair mais interessados. A investigação também apontou que ele teria usado ameaças e violência física para controlar a vítima, descrita pela promotoria como uma mulher em “situação de vulnerabilidade”. 

Autoridades suecas afirmam ainda que o acusado se aproveitava da dependência química da esposa e teria fornecido drogas a ela. Os crimes teriam ocorrido entre agosto de 2022 e outubro de 2025. As autoridades suecas afirmam ter identificado cerca de 120 homens suspeitos de pagar por serviços sexuais da mulher. Pelo menos 26 deles já foram denunciados, enquanto outros seguem sob investigação.

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Preso desde outubro do ano passado, o réu nega as acusações. Sua advogada, Martina Michaelsdotter, afirmou anteriormente que ele rejeita qualquer alegação de que tenha obrigado a esposa a fazer algo contra a própria vontade.

A advogada da vítima, Silvia Ingolfsdottir, pediu uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas (cerca de 580 mil reais). “Ele a tratou como um cartão bancário e a vendeu como se fosse uma mercadoria”, afirmou a defensora à emissora pública sueca SVT.

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