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Justiça condena dois homens por planejar atentado contra jornal na Dinamarca

Copenhague, 30 jan (EFE).- Um tribunal de Oslo condenou um norueguês de origem chinesa e um curdo iraquiano a 7 anos e 3 anos e 6 meses de prisão, respectivamente, por planejar um atentado contra o jornal dinamarquês ‘Jyllands-Posten’, que publicou caricaturas de Maomé.

O terceiro acusado no caso, o uzbeque David Jakobsen, que colaborou com as autoridades norueguesas, recebeu uma pena menor de quatro meses por comprar a substância que seria usada para fabricar uma bomba.

A Procuradoria tinha pedido 11 anos para o norueguês Mikael Davud, de 40 anos, cinco para o curdo Swad Sadek Saaed Bujak, de 38, e Jakobsen, de 33, quando o máximo fixado pelas leis antiterroristas do país escandinavo é de 12.

Mas o juiz decidiu diminuir a condenação ao considerar que a bomba que Davud fabricaria era pequena e havia poucas possibilidades de causar perda de vidas humanas.

‘O tribunal não tem dúvidas de que Davud tomou a iniciativa e de que era o principal responsável. Ele mesmo devia se encarregar da realização do atentado’, disse o juiz Oddmund Svarteberg ao ler a sentença do primeiro caso na Noruega no qual alguém é condenado por planejar um atentado terrorista.

A acusação apontava inicialmente que pretendiam realizar vários atentados em solo norueguês, e inclusive foi mencionada a embaixada da China como possível alvo, mas a Procuradoria decidiu no final se concentrar apenas na Dinamarca.

Os três foram detidos em julho de 2010: Davud e Jakobsen na Noruega, e Bujak na Alemanha.

Nos últimos anos, os policiais da Dinamarca e de outros países frustraram várias tentativas de atentado contra o ‘Jyllands-Posten’ e o desenhista Kurt Westergaard, autor de uma famosa caricatura de Maomé com uma bomba em seu turbante, desde que o jornal publicou a imagem em setembro de 2005.

As caricaturas provocaram fortes protestos no mundo islâmico meses depois, com distúrbios em vários países nos quais morreram cerca de 150 pessoas e um boicote comercial a produtos dinamarqueses. EFE