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Justiça chilena abre o testamento de Pinochet

Por Marco Ugarte 25 abr 2012, 11h13

A justiça chilena abriu nesta quarta-feira o testamento do ex-ditador Augusto Pinochet, falecido em dezembro de 2006, e foi encontrada apenas uma modificação em relação ao testamenteiro, o que faz presumir que o grosso do conteúdo se encontra em um documento anterior.

O texto foi aberto em meio a uma grande expectativa da imprensa em um tribunal de Santiago e seu conteúdo se referia apenas a meia página, que determinou a mudança dos testamenteiro dos bens, passando do advogado Oscar Aitken a Julia Hormazábal, informou o advogado do Conselho de Defesa do Estado (CDE), Álvaro Quintanilla.

O testamento foi modificado por Pinochet em 2005, um ano antes de sua morte e quando já se encontrava em curso uma investigação judicial para determinar a origem de sua fortuna descoberta em quase uma centena de contas bancárias abertas em bancos estrangeiros.

Nesta investigação aparece ainda como único processado o advogado Aitken. Sua família foi absolvida, enquanto que o processo contra o ditador foi arquivado depois de sua morte.

O CDE pediu para abrir o documento a fim de assegurar o pagamento de eventuais indenizações por processos judiciais ainda em curso e de impostos devidos.

A fortuna do ex-ditador foi calculada em 26 milhões de dólares, 21 dos quais estavam depositados em contas no exterior. Todos os bens foram embargados pela justiça.

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