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Justiça argentina julgará Cristina Kirchner pelo escândalo de corrupção

Candidata a vice-presidente ainda é protegida pela imunidade parlamentar; eleições serão em 27 de outubro

Por Da Redação - 20 set 2019, 16h23

A 37 dias das eleições na Argentina, o juiz federal Claudío Bonadío encerrou investigação sobre os “cadernos de corrupção” e com decisão de levar a julgamento a senadora peronista Cristina Kirchner por suborno passivo e formação de quadrilha. A ex-presidente é candidata a vice na chama liderada por Alberto Fernández, que lidera as pesquisas com chances de vencer no primeiro turno, em 27 de outubro.

A data do julgamento não foi ainda fixada. Bonadío insistiu, no final de seu relatório, na necessidade de suspensão da imunidade parlamentar de Kirchner para que ela possa ser presa preventivamente e julgada. A iniciativa, entretanto, somente pode ser determinada pelo plenário do Senado, onde a bancada peronista é majoritária.

Cristina Kirchner é apontada como responsável pelo esquema de pagamento de propinas em troca da concessão de contratos de obras públicas durante sua gestão na Casa Rosada. Seu então ministro do Planejamento Julio De Vido  e o vice-ministro Roberto Baratta estão presos.

Também participavam da quadrilha, segundo Bonadío, o investidor Ernesto Clarens e o empreiteiro Carlos Wagner, da empresa Esuco. Outros nove empresários também serão julgados, entre eles Angelo Calcaterra, primo do presidente argentino, Mauricio Macri, que concorre à reeleição. No total, 53 pessoas serão levadas a julgamento por esse caso.

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O caso foi descoberto em agosto do ano passado, quando uma investigação jornalística revelou os cadernos onde o motorista Oscar Centeno detalhava os trajetos que fazia por Buenos Aires para entregar bolsas com milhões de dólares a autoridades do governo de Kirchner. São cinco cadernos de espiral e um bloco com papel quadriculado, nos quais Centeno especificava a data, horário, origem e destino e, na maioria das vezes, a quilometragem percorrida.

Este julgamento, que afeta também alguns dos mais importantes empresários do país, ainda não tem data para acontecer. Soma-se outros processos respondidos por Cristina Kirchner – a maioria, por suposta corrupção. A candidata a vice-presidente, no entanto, retomou nesta sexta-feira sua campanha, depois de passar dias em Havana. Sua filha Floréncia faz tratamento médico em Cuba.

(Com EFE)

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