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Justiça alemã condena à prisão perpétua jovem que matou militares americanos

Berlim, 10 fev (EFE).- Um jovem kosovar de 22 anos foi condenado nesta sexta-feira à prisão perpétua pela justiça alemã, que responsabilizou o mesmo pelo assassinato de dois soldados americanos e pela tentativa de assassinato de outros três.

Os juízes consideraram que Arid Uka, um albano-kosovar criado na Alemanha, foi o autor do ataque registrado no aeroporto internacional de Frankfurt no dia 2 de março de 2011. Na ocasião, dois militares morreram e outros três ficaram feridos.

Os juízes concordaram que o condenado, que escutou impassível sua sentença, atuou só e de maneira isolada, após ter se radicalizado politicamente à Jihad islâmica pela internet.

A pena estabelecida pelo tribunal faz com que o condenado não possa solicitar sua libertação antes de cumprir 20 anos de prisão. Os juízes consideraram especialmente grave o fato de que o condenado teve a intenção de matar o maior número possível de militares americanos. O massacre só não foi maior porque sua pistola travou.

No dia do crime, Arid Uka trabalhava como auxiliar no escritório dos correios do aeroporto e, segundo sua confissão, decidiu cometer o crime ao ver a chegada de um grupo de soldados americanos que se dirigia, após aterrissar em Frankfurt, a um ônibus militar às portas da terminal dois.

Segundo sua própria confissão, após iniciar uma conversa para pedir um cigarro, Arid Uka perguntou ao último militar se o ônibus partia para o Afeganistão. Ao ouvir um sim, o jovem disparou na cabeça do militar, que morreu na hora.

Posteriormente, ele subiu no veículo militar, gritou ‘Alá é grande’ em árabe e realizou o resto dos disparos. Após a ação, o jovem acabou sendo detido ainda no aeroporto.

Os militares presentes no ônibus faziam parte da Força Aérea americana e chegavam de uma base de Lakenheath, na Inglaterra. No momento do ataque, eles tinham acabado de aterrissar em Frankfurt. O destino do grupo era uma base aérea dos EUA em Ramstein, na Alemanha, antes de partirem para o Afeganistão. EFE