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Julgamento por morte de irmão de Kim Jong-un começa na segunda

Duas mulheres acusadas pela morte de Kim Jong-nam em fevereiro serão julgadas em tribunal na Malásia; vítima foi atingida por agente neurotóxico

Por Da redação 30 set 2017, 15h24

O julgamento de duas mulheres acusadas de assassinar o meio-irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, terá inicio nessa segunda-feira em um tribunal na Malásia. O crime ocorreu em fevereiro no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, e provocou uma grave crise diplomática entre Pyongyang e o regime malaio.

A indonésia Siti Aisyah, 25, e a vietnamita Thi Huong, 28, são acusadas de terem jogado um agente neurotóxico no rosto de Kim Jong-nam, que voaria para Macau, ex-colônia portuguesa no sul da China. A vítima morreu após agonizar por 20 minutos pela ação do VX, versão letal do gás sarin, catalogado como arma de destruição em massa.

As duas mulheres negam a intenção de cometer o crime contra o meio-irmão do líder norte-coreano, e afirmam que foram enganadas – elas pensavam estar participando de um programa de televisão. Ambas não falam a público desde que foram presas, em 13 de fevereiro, e, se culpadas, podem ser condenadas à morte.

Os advogados de defesa afirmam que os verdadeiros culpados fugiram da Malásia e acusam a Promotoria de buscar um veredito de culpa, sem se importar com quem são os verdadeiros autores. A Alta Corte de Shah Alam, um distrito perto do aeroporto na periferia de Kuala Lumpur onde será realizado o julgamento, afirma que as mulheres terão um julgamento justo. “Vamos nos basear nas provas”, disse à AFP o promotor Muhamad Iskandar.

“Estamos conscientes de que o mundo inteiro nos observa. Não podemos nos afastar dos fatos e das provas”, alegou o promotor. O julgamento deve durar mais de dois meses, e deve contar com o depoimento de 30 a 40 pessoas.

(Com EFE) 

 

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