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Juíza marca julgamento de Trump por conspiração para março de 2024

Tribunal rejeitou pedido do ex-presidente dos EUA para adiar o caso até 2026; outros dois julgamentos devem começar no mesmo mês

Por Da Redação
Atualizado em 28 ago 2023, 19h03 - Publicado em 28 ago 2023, 13h22

A juíza federal dos Estados Unidos Tanya S. Chutkan, que supervisiona a acusação contra o ex-presidente americano Donald Trump por conspiração para reverter os resultados eleitorais de 2020, marcou nesta segunda-feira, 28, a data do início do julgamento para 4 de março de 2024. Com a decisão, ela rejeitou o pedido de Trump para adiar o processo até 2026, quase um ano e meio após as eleições presidenciais do ano que vem.

A definição da data, feita por Chutkan numa audiência no Tribunal Distrital Federal em Washington, foi controversa, porque pode colocar esse julgamento em conflito com outros dois processos que Trump enfrenta no mesmo mês.

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A promotora distrital do condado de Fulton, no estado Geórgia, propôs levar Trump ao tribunal no mesmo dia, sob a acusação de interferir nas eleições naquele estado específico. Um segundo julgamento em Manhattan, no qual o ex-presidente foi acusado de mais de 30 crimes relacionados com pagamentos secretos a uma ex-atriz pornô no período que antecedeu as eleições de 2016, deve começar em 25 de março.

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A juíza Chutkan disse que está em contato com o responsável do caso de Manhattan. No entanto, três dos quatro casos criminais que Trump enfrenta podem ser apresentados a júris separados, em cidades diferentes, com poucas semanas de distância um do outro.

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Trump já foi indiciado quatro vezes em quatro lugares – Washington, Nova York, Atlanta e Fort Pierce, Flórida –, e promotores de todo o país estão tentando encaixar os processos no calendário. Além de evitar bater datas uns com os outros, também precisam lidar como pano de fundo das eleições do ano que vem, já que Trump será o provável candidato do Partido Republicano em 2024, ao que indicam as pesquisas.

A equipe de defesa de Trump não escondeu o desejo de resolver seus complicados problemas jurídicos após o desfecho da corrida à Casa Branca. Se qualquer um de seus dois julgamentos federais for adiado até depois da disputa e Trump vencer, ele pode tentar emitir o perdão presidencial a si mesmo após assumir o cargo, ou fazer com que seu Procurador-Geral anule totalmente os processos.

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Chutkan, nomeada pelo ex-presidente Barack Obama, observou que, embora entendesse que Trump tinha outras datas de julgamento marcadas para o próximo ano e, ao mesmo tempo, estava concorrendo ao cargo mais alto do país, ela não iria permitir que a interseção de seus problemas legais e seus problemas políticos atrapalhasse a definição de uma data.

“Trump, como qualquer réu, terá de fazer com que a data do julgamento funcione independentemente do seu calendário”, disse a juíza, acrescentando que “há um interesse social num julgamento rápido”.

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