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Juiz ordena novo teste de DNA no caso Amanda Knox

Estudante americana acusada de matar a colega britânica não compareceu à reabertura do julgamento na Itália

O juiz Alessandro Nencini, responsável por conduzir a reabertura do julgamento da estudante americana Amanda Knox, de 26 anos, solicitou nesta segunda-feira um novo teste de DNA na faca que teria sido usada para matar a britânica Meredith Kercher. A jovem de 21 anos foi encontrada morta em 2007 no flat que dividia com Amanda em Perugia, na Itália.

Para a promotoria, a morte decorreu de um jogo sexual violento que deu errado. Amanda foi condenada em 2009, depois que o seu DNA foi encontrado no cabo de uma faca, cuja lâmina continha o sangue da vítima. No entanto, uma reavaliação do material por especialistas independentes descobriu 54 “erros grosseiros” dos investigadores na coleta de provas, que foram desconsideradas. Amanda alega inocência e diz que estava no apartamento do namorado na noite em que a colega morreu.

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A estudante americana e seu ex-namorado Raffaelle Sollecito foram considerados culpados em 2009, mas inocentados em 2011, depois de uma apelação. No entanto, a absolvição foi anulada este ano pela Corte de Cassação italiana, depois de um pedido apresentado pela promotoria. Com medo de ser presa pelas autoridades italianas, Amanda se negou a comparecer à audiência desta segunda-feira.

Em recente entrevista à rede americana NBC, Amanda disse esperar ser absolvida novamente, mas acrescentou que o “senso comum” a fez não querer voltar à Itália. “Eu já fui uma pessoa presa inocentemente na Itália. Não posso reviver isso”.

Condenado em um julgamento realizado separadamente, o marfinense Rudy Guede cumpre pena de 16 anos de prisão pelo assassinato.