OFERTA 10.10! Revista impressa com o MENOR PREÇO DO ANO! 🤑 Assine agora!

Juiz nega absolvição de americana que matou três filhos e abre caminho para novo julgamento

Lindsay Clancy confessou os assassinatos, depois dos quais tentou cometer suicídio, mas alega que sofria de psicose pós-parto

Por Sophia Paiva 2 out 2026, 15h42
Juiz nega absolvição de americana que matou três filhos e abre caminho para novo julgamento Priorize VEJA no Google

Um juiz negou, na quinta-feira 1º, o pedido de absolvição de Lindsay Clancy, que confessou o assassinato de seus três filhos, após um processo judicial midiático que jogou luz sobre as adversidades de saúde mental pelas quais passam muitas mães nos Estados Unidos — no qual o júri não conseguiu chegar a um veredito. Após a decisão do magistrado, ela deve ter que enfrentar um novo julgamento.

Clancy, de 36 anos, estrangulou em janeiro de 2023 seus filhos Cora, 5; Dawson, 3; e Callan, de 8 meses. Após os homicídios, que ocorreram na residência da família em Massachusetts, ela cortou a própria garganta e os pulsos e pulou de uma janela do segundo andar, o que a deixou paralisada da cintura para baixo. A ré confessou o crime, mas sem culpabilidade por alegar insanidade mental, dizendo que se encontrava sob um estado de psicose pós-parto.

Novos argumentos

O juiz William Sullivan, do tribunal de Plymouth, considerou nesta sexta que havia provas suficientes para convencer o júri da culpa da mulher, ao contrário do que argumenta o advogado de defesa, Kevin Reddington.

“Todo este caso se baseia em suposições”, disparou Reddington durante a audiência para determinar se a americana deve continuar sendo julgada, argumentando agora que a cliente deveria ser inocentada não por insanidade mental, mas falta de provas, o que a promotora Jennifer Sprague rejeitou como uma “alegação ridícula”.

O questionamento por parte do advogado seria uma mudança importante em relação à sua linha de defesa, baseada na saúde mental. Durante o julgamento, Lindsay, hoje internada em uma instituição psiquiátrica, não negou em nenhum momento ter cometido o crime, relatando ter ouvido uma voz que lhe ordenava que matasse as crianças. Segundo seus advogados, isso foi provocado por uma psicose pós-parto, condição que afeta entre 1 e 2 mulheres a cada 1.000 partos.

Continua após a publicidade

Os promotores, por outro lado, afirmaram que Lindsay planejou cuidadosamente o assassinato de seus filhos, e que era capaz de entender as consequências de seus atos.

Nulidade do julgamento anterior

O julgamento de Clancy durou cinco semanas, foi televisionado e contou com mais de 80 testemunhas. No começo deste mês, Sullivan teve que declarar o julgamento nulo porque o júri não conseguiu chegar a um veredito: o grupo ficou dividido em 11 a 1, com a maioria inclinada a considerá-la inocente por questões de saúde mental. Para chegar a uma conclusão, os 12 teriam que apresentar uma opinião unânime, o que não aconteceu.

O caso também rendeu um debate nos Estados Unidos sobre a saúde mental materna. Durante o processo, dezenas de mulheres vestidas de rosa marcharam diante do tribunal de Massachusetts para demonstrar seu apoio à ré.

Continua após a publicidade

Agora, o tribunal em Massachusetts discute se deve haver um novo julgamento.

O magistrado escolheu paralisar a audiência até o dia 2 de novembro e afirmou que vai marcar uma nova data para dar continuidade ao processo dependendo do seu posicionamento sobre o novo pedido da defesa, que quer acesso a informações adicionais sobre as deliberações do júri.

Continua após a publicidade

Se fosse considerada culpada de assassinato em primeiro grau, Clancy poderia ser condenada à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA 10.10

Digital Premium

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver, + programa de benefícios Prata.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 10,10/mês
ECONOMIZE R$ 325 - 45% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).