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Juiz determina que EUA forneçam lista de crianças imigrantes separadas

Magistrado se recusou a estender prazo para reunificação de famílias, conforme havia sido solicitado pelo governo Trump

Por Da Redação - 6 jul 2018, 21h40

O governo dos Estados Unidos deverá fornecer uma lista até a noite de sábado (7) das estimadas 100 crianças menores de cinco antes que foram separadas de seus pais ao entrarem no país ilegalmente, determinou um juiz federal nesta sexta-feira (6).

O juiz Dana Sabraw também determinou que o governo deve esclarecer até sábado se tem expectativa de reunir cada uma dessas crianças com seus pais até o fim de terça-feira.

No mês passado, Sabraw emitiu a ordem de reunificação, que também estabelecia um prazo máximo de 26 de julho para que mais de 2.000 crianças sejam reunidas.

Mais cedo nesta sexta, o governo do presidente Donald Trump pediu à Justiça dos Estados Unidos a extensão da data limite para reunir algumas das famílias, mas Sabraw não quis estendê-los.

“O que eu estou contemplando é que o governo providencie uma lista para os advogados dos requerentes até às 21h de amanhã (no horário de Brasília) com as identidades das crianças”, disse Sabraw.

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Ele também pediu ao governo que forneça à American Civil Liberties Union (ACLU), que moveu a ação pública contra a administração Trump pela separação de famílias imigrantes, expectativas para cumprir o prazo para cada uma das crianças na lista.

O juiz marcou uma conferência para segunda-feira (9) e disse que espera que o governo e a ACLU possam alcançar um acordo sobre qualquer necessidade de estender o prazo de reunificação.

Na quinta-feira (6), o governo americano informou que o Departamento de Saúde estava fazendo exames de DNA para determinar o parentesco de forma rápida e precisa” para proceder à reunificação familiar.

Agências do governo estão enviando equipes de campo para raspar com cotonetes as bochechas de crianças e adultos sob custódia do governo e estão usando laboratórios externos para testes de DNA. Se a paternidade não puder ser confirmada, disse o governo, as agências podem não cumprir o prazo estabelecido pelo tribunal para reunir mais de 2.000 crianças com seus pais.

(Com Reuters)

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