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Juiz aprova acordo de US$ 1 bi por acidente ambiental no Golfo do México

Empresa suíça terá dois anos para pagar indenizações. Outra parte do acordo, para pagamento de 400 milhões de dólares em multas, já havia sido aprovada

A Transocean, proprietária da plataforma petroleira Deepwater Horizon, que explodiu em abril de 2010, no Golfo do México, provocando a morte de 11 funcionários e a maior maré negra da história dos Estados Unidos, pagará 1 bilhão de dólares em indenizações. Um juiz federal aprovou nesta terça-feira o acordo entre a empresa suíça e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, acertado em janeiro. A companhia terá dois anos para realizar o pagamento, decorrente de violações da Lei de Água Limpa. A Transocean se comprometeu ainda a fazer melhorias no sistema de segurança de suas plataformas para evitar novos acidentes.

Na última quinta, outra parte do acordo, que prevê o pagamento de 400 milhões de dólares em multas, também recebeu aprovação de um juiz federal. O valor corresponde à segunda maior multa do tipo imposta pelas autoridades americanas. A maior também está relacionada ao vazamento de petróleo no Golfo do México e foi imposta a British Petroleum (BP), empresa que operava a plataforma. A multa superior a 4 bilhões de dólares foi definida em novembro do ano passado, depois que a empresa concordou em se declarar culpada em ações criminais envolvendo má conduta ou negligência em relação ao seu papel no desastre.

Responsabilidades – Outro processo civil relacionado ao caso deverá ter início na próxima segunda-feira. O processo, apresentado por um grupo de governos estaduais, indivíduos e empresários, além do governo federal, busca compensação financeira da BP, da Transocean e de outras empresas envolvidas no caso. O julgamento deverá determinar a causa do acidente e quanto cada companhia terá de pagar. O mesmo juiz que aprovou o acordo entre a Transocean e o Departamento de Estado nesta terça, Carl Barbier, de Nova Orleans, vai presidir o caso.

Em comunicado, a BP afirma que as demandas apresentadas são “excessivas e não estão baseadas na realidade”. A empresa vai “se defender vigorosamente contra as alegações de negligência”, disse Rupert Bondy, representante da BP. “Foi um acidente trágico, que resultou de causas múltiplas envolvendo várias partes. Acreditamos firmemente que não fomos totalmente negligentes”.

O porta-voz da Transocean, Lou Colasuonno, disse que a companhia está pronta para o julgamento. “Os fatos estão do lado da Transocean”, afirmou, acrescentando que o time de advogados da empresa suíça “está totalmente preparado” para atestar isso na próxima semana.