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Jovem saudita presa por usar minissaia é libertada sem acusações

Comunicado oficial informou que a polícia libertou a mulher após algumas horas de interrogatório

Por Da redação - 19 jul 2017, 22h10

As autoridades da Arábia Saudita libertaram, sem acusações, a jovem saudita que havia sido detida depois que apareceu em um vídeo nas redes sociais trajando minissaia e top em um sítio histórico local. A publicação das imagens, no fim de semana, deu origem a acusações de desrespeito às rígidas regras de vestuário do reino islâmico.

Num comunicado divulgado nesta quarta-feira, o Centro para a Comunicação Internacional saudita informou que a polícia libertou a mulher na noite de terça-feira, após algumas horas de interrogatório. Ela havia sido detida por usar “roupas imodestas” e não foi acusada formalmente pela polícia.  O mesmo comunicado indica ainda que a jovem, que não teve a identidade divulgada, disse que o vídeo foi publicado sem sua autorização.

As imagens causaram alvoroço nas redes sociais, e algumas pessoas pediram que a mulher fosse presa e processada por violar as leis do reino, ultraconservador, que exigem que todas as mulheres, incluindo estrangeiras, usem roupas longas e soltas em público. Se forem muçulmanas, devem também usar lenço e véu cobrindo a cabeça. O traje tradicional, uma abaia preta, as cobre dos pés à cabeça.

Nas imagens postadas na conta de Snapchat de uma modelo chamada “Khulood”, pode-se ver uma mulher de cabelos longos, sem véu, usando minissaia, top e óculos escuros. Ela caminha pelo forte histórico de Ushaiqir, a cerca de 200 quilômetros a noroeste da capital Riad, na província de Najd, uma das regiões mais conservadoras da Arábia Saudita. Os jornais locais, que publicaram a imagem borrada da mulher, por ser considerada indecente.

(com AFP)

 

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