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Jovem diz ter sido escrava sexual de Kadafi por 5 anos

Safia foi sequestrada por ex-ditadorcom 18 anos e obrigada a usar drogas

Por Da Redação 15 nov 2011, 15h18

Uma jovem de 22 anos diz ter sido escrava sexual do ex-ditador líbio Muamar Kadafidurante cinco anos. Em entrevista ao jornal francês Le Monde, ela conta que foi ferida, estuprada e maltratada servindo ao coronel, morto em outubro por rebeldes,

Kadafi a sequestrou quando ela tinha 15 anos, no colégio da cidade de Sirte onde ela estudava. Apenas uma adolescente à época, foi escolhida entre os alunos para entregar um ramo de flores ao então ditador. “Ele estava constantemente sob os efeitos de uma substância e nunca dormia”, detalha ela.

Sequestro – Safia, nome usado pelo Le Monde para preservar a identidade da jovem, contou que o líder visitava oficialmente a instituição quando pôs as mãos em suas costas e acariciou os seus cabelos – era o sinal que informava aos seguranças que ele a desejava, como descobriu depois.

No dia seguinte, três mulheres uniformizadas – Salma, Mabruka e Feiza – foram buscá-la na loja de sua mãe e lhe disseram que o líder queria vê-la e dar-lhe alguns presentes. Conta que não podia suspeitar das intenções de Kadafi, então com 62 anos e considerado o “príncipe de Sirte” e o “herói do país”.

De acordo com seu relato, foi levada até a caravana do deserto onde se encontrava Kadafi, que, antes de lhe pedir que vivesse com ele, perguntou sobre as origens de seus pais e suas condições financeiras. Safia respondeu que gostaria de permanecer com sua família e continuar seus estudos, mesmo depois que lhe ofereceram casas, carros e segurança.

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Escravidão – Sua súplica de nada adiantou – foi levada para compartilhar um quarto com outra jovem, também sequestrada. Descobriu que outras 20 mulheres viviam igualmente à disposição do ex-ditador. Ela recebeu lenços e roupas sensuais e lhe ensinaram a dançar e a fazer striptease, assim como “outros deveres”. A jovem contou ainda que era obrigada a fumar, tomar uísque e usar cocaína.

Além de sua desgraça pessoal e a das outras jovens, Safia fala sobre as festas regularmente organizadas com modelos italianas, belgas, africanas e estrelas do cinema egípcio, especialmente apreciadas pelos filhos do coronel e outros. “Para Muamar, eram simples objetos sexuais que podiam passar para outros, depois de tê-los provado”, resume a jovem em seu relato, no qual revela ainda que o coronel tinha também relações sexuais com homens.

Segundo Safia, a família de Kadafi sabia dos hábitos do ditador. “Mas suas filhas não queriam vê-lo com outras mulheres. Ele, então, se reunia com a família às sextas-feiras em outra casa, perto do aeroporto”, disse.

Fuga – A jovem contou que Kadafi, cansado de vê-la deprimida, autorizou-a a fazer breves visitas à sua família quatro vezes, usando um carro do palácio. Na última ocasião, em 2009, ela se disfarçou como uma idosa e conseguiu fugir para a França. Safia ficou um ano fora do país antes de retornar para a Líbia, de forma clandestina.

Viagra – No último domingo, surgiram mais informações sobre as festas privadas de Kadafi, que, inclusive, teriam inspirado as festas “bunga-bunga” do ex-premiê italiano Silvio Berlusconi. Segundo o tabloide britânico Daily Mail, o coronel líbio tinha um apetite sexual voraz e era tão viciado em pílulas de Viagra que recebeu recomendações médicas para suspender o uso do medicamento.

“Eram quatro, às vezes cinco mulheres diariamente. Elas se tornaram um hábito de Kadafi”, disse ao tabloide um funcionário que trabalhou para o ex-ditador. “Elas entravam no quarto dele, ele fazia o que queria com elas e depois saía do cômodo como se tivesse acabado de assoar o nariz”, completou.

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