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Jovem de 28 anos ameaça seriamente futuro de Angela Merkel

Chanceler alemã precisa de aprovação dos membros do SPD para conseguir formar um governo; líder da ala jovem do partido faz campanha feroz contra coalizão

Por Da redação 2 mar 2018, 20h48

Um líder de 28 anos da juventude do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) ameaça o governo da chanceler alemã Angela Merkel.

Kevin Kuehnert está por trás da campanha #NoGroKo, abreviação de “Não à Grande Coalizão” em português, que rejeita a grande coalizão governamental com os partidos ligados a Merkel.

A liderança do SPD aprovou o acordo com a União Democrata Cristã (CDU), de Merkel, e seu partido aliado na Baviera, a União Social Cristã (CSU) no início de fevereiro. Porém, os 463.723 membros da legenda ainda devem votar e aprovar o pacto.

O resultado da consulta interna do SPD, realizada pelo correio, deve ser anunciado no domingo (03). Se Kuehnert conquistar seu objetivo, o acordo de coalizão estará suspenso e Merkel enfrentará um grande dilema: encabeçar um governo minoritário ou enfrentar uma nova eleição.

Para convencer os membros de seu partido a rejeitarem a coalizão, Kuehnert passou as últimas semanas fazendo campanha por todo o país. Ele acredita que a legenda precisa retornar às suas raízes socialistas e não aceitar uma união mais conservadora com a CDU de Merkel.

“Há uma geração inteira na Alemanha que não experimentou nada além de Angela Merkel como chanceler”, disse Kuehnert à agência de notícias Associated Press na sede de seu partido em Berlim. “Eles cresceram com a sensação de que há alguém no controle deste país que atrasa permanentemente as decisões sobre questões importantes”.

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Eleito chefe da ala da juventude do SPD conhecida como Jusos (abreviação de ‘Jovens Socialistas’) em novembro, sua habilidade para discursos fervorosos e sua dedicação à causa anti-coalizão o colocaram à frente da campanha.

Nativo de Berlim, Kuehnert é membro do conselho distrital do bairro de Tempelhof-Schoeneberg, na cidade. Seus pais também trabalham na Prefeitura da capital alemã.

Os sociais-democratas viram sua popularidade cair verticalmente após o fim do mandato do ex-líder da legenda e antecessor de Merkel, Gerhard Schroeder, em 2005. As últimas pesquisas mostram que o SPD conta com apenas 17% de apoio atualmente, uma queda em relação aos 20,5% que conquistou durante as eleições de setembro. Para Kuehnert, a única forma do partido reconquistar sua base eleitoral é fazendo uma forte oposição ao atual governo.

Na eleição de 24 de setembro do ano passado, o partido de Merkel foi vitorioso, mas não obteve maioria absoluta no Parlamento alemão. A tentativa de Merkel de formar um governo com dois partidos menores fracassou em novembro. O líder do SPD, Martin Schulz, que inicialmente descartou renovar a coalizão com Merkel, depois mudou de ideia e passou a negociar com os conservadores.

Porém, caso o acordo seja rejeitado pelos sociais-democratas no domingo, Merkel ficará presa entre duas opções desagradáveis. Um governo minoritário está longe do ideal para a chanceler, pois com minoria no Parlamento ela seria obrigada a reunir apoio dos deputados oposicionistas toda vez que desejasse aprovar uma nova lei.

A decisão de convocar novas eleições cabe ao presidente Frank-Walter Steinmeier, que já afirmou estar relutante em tomar tal ação. Mas, caso os partidos não consigam formar um governo, não restarão muitas opções. Nesse caso, os deputados deverão eleger um novo chanceler e, depois que a decisão for tomada, Steinmeier estará livre para dissolver o Parlamento.

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