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Jornalistas presos são autorizados a deixar hotel na capital

Repórteres estrangeiros estavam cercados havia dias, sem qualquer proteção

Por Da Redação - 24 ago 2011, 12h25

Cerca de 30 jornalistas estrangeiros que permaneciam presos havia dias no hotel Rixos – a um quilômetro do complexo residencial do ditador líbio Muamar Kadafi, tomado pelos rebeldes – foram autorizados a deixar o local com segurança nesta quarta-feira. Boa parte dos soldados armados que vigiavam os jornalistas havia desaparecido após o ataque ao quartel-general do coronel, deixando para trás alguns homens armados à paisana. O local foi palco de confrontos nesta manhã.

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Vestidos com coletes à prova de balas e capacetes, os jornalistas estavam no primeiro andar do hotel. A energia elétrica foi restabelecida, mas não havia serviço de água. Temerosos, os repórteres não sabiam o que aconteceria caso os rebeldes se aproximassem do hotel. Por essa razão, colocaram cartazes na fachada com os dizeres “TV, Imprensa” e “Imprensa. Não atirem”.

Durante a manhã, alguns jornalistas haviam tentado sair do hotel, que fica no centro da cidade, e caminhar por alguns metros, mas os disparos começaram e homens armados ordenaram seu retorno. Os correspondentes internacionais também afirmaram ter visto franco-atiradores. Na terça-feira, o hotel foi alvo de balas perdidas no momento em que o QG de Kadafi caiu nas mãos dos rebeldes.

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(Com agência France-Presse)

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