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Jornalistas franceses são sequestrados na Síria

François Hollande diz que eles não representam a França e exige libertação

Por Da Redação 7 jun 2013, 05h06

A rádio France Info informou nesta sexta-feira que dois jornalistas franceses, um repórter da emissora Europe 1 e um fotógrafo, foram sequestrados por um grupo de identidade desconhecida nos arredores da cidade de Alepo, a capital financeira da Síria. A emissora Europe 1 confirmou que há um dia não tem notícias de seu repórter Didier François e nem do fotógrafo Edouard Elias.

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Os dois entraram entrado na Síria pela fronteira turca na última quarta-feira. A televisão lembrou que François é um jornalista experiente e que já esteve várias vezes na Síria nos últimos meses. Segundo a rádio France Info, os dois jornalistas foram sequestrados por quatro homens quando estavam em uma zona teoricamente sob o controle de rebeldos opositores do regime do ditador Bashar Assad.

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Hollande – Poucas horas após tomar conhecimento do fato, o presidente da França, François Hollande, que visita o Japão, admitiu em Tóquio não haver “contato com estes dois jornalistas” e ressaltou que seu governo ainda “não conhece as circunstâncias exatas” dos desaparecimentos.

Hollande declarou em tom contundente, lembrando que François e Elias, apesar de franceses, não são representantes do estado francês. “Exijo a libertação imediata destes dois jornalistas, já que eles não representam nosso país. Estas são pessoas que trabalham para que o mundo possa ter informação do que está ocorrendo na Síria”, afirmou. “A imprensa tem que trabalhar de maneira livre na Síria, já que os jornalistas devem ser tratados como jornalistas e não como representantes do governo de nenhum estado”, completou.

Gás sarin – O governo Hollande é um dos mais críticos ao regime de Assad e tem pressionado a comunidade internacional a intervir mais diretamente na guerra civil síria. Na terça-feira passada, o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, declarou que a França “tem certeza de que o gás sarin foi usado diversas vezes, e de forma localizada, na Síria”. Segundo ele, testes realizados em laboratórios de Paris confirmaram o uso da substância, e acrescentou que quem recorreu a armas químicas deve ser punido. No entanto, o chanceler não especificou onde ou quando o agente químico foi usado.

No mesmo dia, a Comissão de Investigação da ONU sobre a Síria divulgou um relatório no qual ista o uso de agentes químicos pelo menos em quatro ocasiões, entre março e abril. As investigações, no entanto, “não conseguiram identificar a natureza destas substâncias, as armas utilizadas ou quem as utilizou”. A Casa Branca disse que mais provas sobre o uso de armas químicas na Síria ainda são necessárias.

(Com agência EFE)

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