Clique e assine a partir de 9,90/mês

Jornalistas estrangeiros foram presos na Síria, diz oposição

Blogueiro sírio também teria sido detido pelo regime do ditador Bashar Assad

Por Da Redação - 13 jan 2012, 12h35

Dois jornalistas estrangeiros e um tradutor foram detidos nesta sexta-feira na cidade de Duma, próxima a Damasco, na Síria, informaram os Comitês de Coordenação Local, grupos da oposição ao ditador Bashar Assad. A nacionalidade dos repórteres não foi divulgada. A organização acrescentou que as forças de segurança leais ao regime de Assad apreenderam as câmeras dos jornalistas.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

Leia mais no Tema ‘Revoltas no Mundo Islâmico’

Leia também:

Leia também: Paris cogita manipulação na morte de jornalista francês

Continua após a publicidade

A denúncia foi feita um dia depois de o Observatório Sírio de Direitos Humanos, entidade sediada na Grã-Bretanha, afirmar que o jornalista e blogueiro sírio Mohammed Ghazi Kenas, desaparecido desde 3 de janeiro, também foi preso.

Morte – As detenções dos jornalistas nos últimos dias ocorrem após a morte do repórter Gilles Jacquier, da televisão pública francesa France 2, atingido por uma bala na cidade de Homs na última quarta-feira. O jornalista, primeiro profissional de imprensa ocidental a morrer nos confrontos na Síria, participava de uma visita organizada pelo regime de Damasco a Homs, um dos principais enclaves das forças de oposição.

Nesta sexta-feira, a Justiça francesa abriu uma investigação para esclarecer as condições da morte do repórter, após uma denúncia ser apresentada pela TV France 2 à Promotoria de Paris. Enquanto isso, a violência na Síria não dá sinais de que irá diminuir. Mesmo com a presença de observadores da Liga Árabe no país, a repressão do governo sírio continua a fazer vítimas.

Desde o início dos protestos, em março de 2011, mais de 5.000 pessoas já morreram nos conflitos entre manifestantes pró-democracia e forças leais a Assad, de acordo com o último relatório da Organização das Nações Unidas, divulgado no fim de novembro. Mas o número de mortos já aumentou pelo menos 10% nas últimas três semanas, segundo as próprias Nações Unidas.

(Com agência EFE)

Continua após a publicidade
Publicidade