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Jornalista tem certeza que DSK a teria estuprado em 2003

Depois de acareação com o político francês, Tristane Banon afirmou que esperava ao menos um pedido de desculpas

Por Da Redação 29 set 2011, 18h45

A jornalista e escritora francesa Tristane Banon afirmou nesta quinta-feira que está convencida de que o político francês Dominique Strauss-Kahn a teria violentado em 2003 se ela não tivesse conseguido escapar, após entrevista feita com o político para um livro. “Tenho certeza de que ele teria me violentado se não tivesse fugido”, declarou Tristane ao canal TF1. Tratou-se de sua primeira aparição pública após submeter-se a uma acareação com o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) na sede da Brigada de Repressão contra a Delinquência, em Paris, nesta manhã.

Entenda o caso

  1. • Em 14 de maio, o francês Dominique Strauss-Kahn foi preso, acusado de abuso sexual pela camareira de um hotel de luxo de Nova York. Uma semana depois, foi colocado em prisão domiciliar.
  2. • Como consequência do escândalo, foi obrigado a renunciar à chefia do FMI e à candidatura à Presidência da França em 2012 – para a qual era um dos favoritos.
  3. • Um mês depois, porém, o caso sofre uma reviravolta: promotores passam a duvidar da credibilidade da vítima, que mentiu nos depoimentos, e DSK ganha liberdade condicional.
  4. • No dia 23 de agosto de 2011, um juiz em Nova York decide retirar todas as acusações contra ele, encerrando o caso.

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Tristane, de 32 anos, afirmou que o político francês não se atreveu a olhá-la nos olhos. De acordo com a jornalista, que fez a denúncia em julho, Strauss-Kahn disse aos investigadores que o acontecimento faz parte de “fatos imaginários”, mas ela assegura que houve tentativa de abuso sexual. Para Tristane, Strauss-Kahn demonstrou arrogância e frieza durante o encontro de duas horas. A escritora afirmou que esperava pelo menos um pedido de desculpas do político, mas definiu a acareação como uma “pequena vitória”.

Cara a cara – A acareação aconteceu a pedido de Tristane, que disse querer que Strauss-Kahn lhe dissesse, olhando nos olhos, que a agressão tinha sido uma cena imaginária. Já que a prova material não existe, este é um julgamento de intenções, de acordo com Tristane. Ela acrescentou que não conseguirá levar Strauss-Kahn ao Tribunal Correcional com essa investigação, que terá caráter civil e, segundo a jornalista, “chegará até o final”.

Para Tristane, Strauss-Kahn se contradisse durante a acareação. Ele não explicou corretamente a razão de ter marcado o encontro em um apartamento vazio, por exemplo. A jornalista disse ainda que o político tentou manchar sua imagem, dizendo que seus ex-noivos a descreviam como uma desequilibrada, sugerindo uma suposta relação com seu advogado, David Koubi, ou dizendo que sua infância foi “um pouco caótica”.

Calúnia – Já o ex-diretor do FMI entrou com um processo contra Tristane por calúnia. A jornalista decidiu levar o caso à Justiça francesa depois que uma camareira do hotel Sofitel denunciou Strauss-Kahn por agressão sexual em Nova York.

O processo penal foi arquivado nos Estados Unidos em agosto, mas o processo civil continua em andamento. Os advogados do político argumentam que ele usufruía de imunidade diplomática para causas civis no momento em que o processo foi apresentado, em 8 de agosto.”O que quer dizer imunidade diplomática? Quer dizer que quando se tem imunidade diplomática se tem direito a agredir mulheres e tentar violentá-las?” questionou Tristane, que acrescentou que “se Strauss-Kahn fosse inocente não teria que pedir a imunidade, a verdade valeria”.

(Com agência France-Presse)

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