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Jornal italiano divulga vídeo do momento do ataque terrorista a museu na Tunísia

Imagens divulgadas pelo ‘La Repubblica’ foram gravadas por turista italiana. Depois do primeiro disparo, grupo que visitava o Museu do Bardo se assusta, mas demora para perceber gravidade da situação

O jornal italiano La Repubblica divulgou um vídeo nesta terça-feira gravado por uma italiana que estava no Museu do Bardo, na Tunísia, no momento em que terroristas abriram fogo contra turistas. O atentado ocorreu na última semana e deixou mais de vinte mortos, incluindo quatro italianos.

Nas imagens, os turistas ouvem um primeiro disparo e não se dão conta de imediato de que era um ataque. Novos tiros se seguem e o grupo busca foge pelas escadas e busca abrigo em uma sala. Alguns fazem perguntas, outros pedem silêncio.

As imagens foram feitas por Maria Rita, que viajava com o marido Marcello Salvatori em um cruzeiro para comemorar o aniversário de 60 anos de Marcelo. Ele contou ao jornal que, inicialmente, pensou que alguma estátua tinha caído. Depois de saber o que realmente havia ocorrido, os dois ficaram aliviados em voltar ao navio. “Não podíamos acreditar que havíamos saído vivos daquilo”, afirmaram.

Reabertura – Uma cerimônia foi realizada nesta terça para a reabertura simbólica do museu, uma semana depois do atentado. Pessoas com bandeiras do país e cartazes com a frase “Visite a Tunísia” reuniram-se do lado de fora do complexo. Apenas autoridades participaram do evento, que ocorreu sob forte esquema de segurança. A reabertura para o público deve ocorrer no fim de semana.

Ontem, o primeiro-ministro Habib Essid demitiu seis comandantes da polícia, incluindo o chefe da segurança turística, depois de encontrar falhas na segurança do complexo. Segundo a imprensa local, um policial foi preso por ter abandonado seu posto durante o atentado.

Dois terroristas foram mortos pela polícia no local do atentado. Um terceiro suspeito está sendo buscado. Até agora, mais de vinte pessoas foram presas, e as autoridades acreditam que pelo menos dez delas estão diretamente envolvidas no ataque. Algumas voltaram recentemente de combates com grupos militantes islâmicos na Síria, no Iraque e na Líbia. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado ao Museu do Bardo.

(Da redação)