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Jornal expõe polêmica sobre tiroteio que desencadeou distúrbios de Londres

Por Da Redação 19 nov 2011, 10h17

Londres, 19 nov (EFE).- O jornal ‘The Guardian’ revelou neste sábado que Mark Duggan, cuja morte desencadeou violentos distúrbios na Inglaterra, não estava empunhando uma arma quando recebeu disparos da polícia, uma conclusão que a Scotland Yard considerou ‘prematura’.

Duggan, de 29 anos e pai de quatro filhos, foi parado pela polícia em 4 de agosto enquanto estava em um táxi e morreu após receber um tiro no peito de um dos dois agentes que o abordaram.

O jornal explicou que a investigação em torno deste fato, ocorrido no bairro de Tottenham, não encontrou provas periciais que atestem que a vítima empunhava uma pistola quando foi baleada, como argumentaram as autoridades.

A Scotland Yard declarou neste sábado que seria ‘prematuro’ tirar conclusões sobre as investigações feitas até agora por parte da Comissão Independente de Queixas Policiais (IPCC, na sigla em inglês) que investiga o fato que provocou uma onda de distúrbios em várias cidades inglesas.

Embora tenha sido provado que Duggan havia comprado uma arma de fogo no mesmo dia de sua morte e que poderia estar transportando-a no táxi, o ‘Guardian’ aponta que a investigação tem dúvidas de que a segurasse quando saiu do carro e foi baleado pela polícia, já que a pistola foi recuperada a três ou quatro metros de distância de seu corpo.

Em comunicado, a Scotland Yard considerou que a informação publicada pelo jornal ‘não é rigorosa’, já que dá por certo algo que ainda está sendo investigado.

As conclusões serão divulgadas em quatro ou seis meses, segundo a polícia, que lembrou que se trata de ‘uma investigação complexa, que demandará declarações de testemunhas, provas periciais e análise balística’.

As primeiras conclusões da perícia já demonstraram que Duggan não disparou primeiro, como a polícia afirmou após o incidente, que desencadeou a primeira noite de violência no bairro de Tottenham, em Londres, e que derivou em quatro dias de distúrbios em várias cidades inglesas.

A polícia considerava que Duggan planejava cometer um crime, por isso o homem era seguido pelos agentes, enquanto sua família declarou que adquiriu a pistola para se proteger depois do ataque do qual um amigo seu havia sido vítima. EFE

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