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Joias da coroa da Suécia são roubadas de catedral

Criminosos usaram bicicletas e lanchas para escapar da polícia, que os perseguiu em embarcações e helicópteros; Interpol investigará o caso

Parte substancial da monarquia da Suécia – duas coroas e um globo do século XVII – foi roubada por dois ladrões na noite de terça-feira da catedral luterana Strangnas, próxima de Estocolmo. Incrustadas com pérolas e cristais, as joias de ouro tinham sido usadas há quatro séculos rei Carlos IX e pela rainha Cristina.

Embora a família real sueca aparentemente tenha as joias cobertas por seguro, a polícia considera difícil avaliar o valor dessas peças históricas, segundo o jornal americano Washington Post. “Não é possível colocar um valor econômico nelas. São itens de interesse nacional de valor inestimável”, disse o porta-voz da polícia, Thomas Agnevik.

A administração da catedral informou que um alarme disparou quando os dois ladrões pegaram as joias e que todas as precauções de segurança estavam em cumprimento. Uma testemunha disse que os criminosos usaram bicicletas femininas para alcançar uma lancha na baia próxima da catedral.

“Eles entraram rapidamente no barco e aceleraram”, relatou o visitante Rom Rowell à agência de notícias AP.

Apesar da perseguição policial em lanchas e helicópteros, os ladrões conseguiram escapar. Até o momento, ninguém foi preso. A polícia pediu à população informações sobre o paradeiro dos criminosos e informou que o caso deverá ser encaminhado para a Interpol.

Segundo o Post, o roubo de joias de elevado valor continua a ser um grande negócio. A França é tida como uma capital desses negócios, depois de várias operações ousadas ocorridas no país, como o roubo cinematográfico de uma joalheria de Saint Tropez por uma organização criminosa dos Balcãs, no qual também foram usadas lanchas.

A família real da Suécia não se manifestou.