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John Kerry admite: espionagem americana foi longe demais

Secretário de Estado promete trabalhar com Obama de modo a coibir abusos da NSA no futuro. Mas garante: 'Pessoas inocentes não foram vítimas de abuso'

Por Da Redação
1 nov 2013, 06h15

O secretário de Estado americano John Kerry falou nesta quinta-feira a respeito da crise provocada entre os Estados Unidos e países aliados por causa da revelação da extensão do programa de espionagem americano. E admitiu: em alguns casos, os EUA foram “longe demais”. Kerry é o mais alto funcionário do governo do presidente Barack Obama a falar a respeito da questão até agora. Ele afirmou ainda que vai trabalhar com o presidente para evitar novas ações inapropriadas da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês).

Em uma videoconferência transmitida a partir de Londres, Kerry afirmou: “Em alguns casos, sim, se foi além do que é adequado”. E prosseguiu: “Posso garantir que gente inocente não foi vítima de abuso neste processo, mas há um esforço para reunir informação”.

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Kerry acrescentou que os EUA tentavam, “de forma aleatória”, encontrar vias para determinar se existiam ameaças que exigiam respostas. “Em alguns casos, reconheço, tanto como o presidente, que algumas destas ações foram muito longe e vamos garantir que isto não aconteça no futuro”, completou.

Revelações recentes e reportagens sobre a espionagem generalizada praticada pela NSA provocaram tensão entre os dois lados do Atlântico. A chanceler alemã Angela Merkel cobrou explicações de Obama após as notícias de que teve o telefone celular monitorado.

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Uma delegação do serviço de inteligência da Alemanha e legisladores da União Europeia viajaram à capital americana na quarta-feira para discutir o tema espionagem. As respostas de Kerry foram enviadas em uma transcrição do Departamento de Estado. “Muitas, muitas partes do mundo foram objeto de ataques terroristas. E, em resposta, os Estados Unidos e outros se uniram – outros, enfatizo – e perceberam que estamos lidando com um novo mundo, com pessoas dispostas a explodir elas mesmas”, completou.

“Na realidade, evitamos que aviões caíssem, que edifícios fossem explodidos e que pessoas fossem assassinadas porque fomos capazes de conhecer seus planos antes”, afirmou. Kerry também criticou as reportagens sobre espionagem baseadas nos vazamentos do ex-consultor da NSA Edward Snowden, hoje refugiado na Rússia. “Outro dia foram publicadas notícias nos jornais sobre 70 milhões de pessoas sendo espionadas. Isso não aconteceu”, disse. “Há um grande volume de exagero nestas reportagens”, argumentou Kerry.

(Com agência France-Presse)

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