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Joe e Hunter Biden não são investigados na Ucrânia

Jornal 'Kyiv Post' sugere que Donald Trump estava mal informado quando pediu a líder ucraniano apuração sobre conduta do seu potencial adversário democrata

Por Da Redação - Atualizado em 25 set 2019, 15h01 - Publicado em 25 set 2019, 14h00

O pré-candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, e seu filho Hunter não são investigados na Ucrânia, informou o jornal Kyiv Post em sua edição desta quarta-feira, 25. Em um mergulho no caso que se desdobrou no processo de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a publicação indica que o líder americano estava mal informado quando pediu a seu colega ucraniano, Volodomyr Zelensky, em julho passado, para investigar a conduta de Biden na demissão do procurador-geral Viktor Shokin.

Biden lidera as pesquisas dentre todos os pré-candidatos democratas e tende a ser o adversário de Trump nas eleições de 2020. Embora o impeachment de Trump seja improvável, por causa da maioria republicana no Senado, o processo deverá atrapalhar seus esforços de reeleição e ajudar o concorrente democrata, seja ou Biden ou outro nome

Segundo o Kyiv Post, Biden realmente intercedeu pela saída de Shokin. Mas o fez quando outras forças da sociedade ucraniana já vinham pressionando havia meses, em consenso, na mesma direção. Shokin, que atuou como procurador-geral entre fevereiro de 2015 e abril de 2016, era considerado “uma das figuras mais impopulares da Ucrânia, tendo conquistado a má reputação por sua omissão e suas obstruções em casos”.

“Nenhuma de suas investigações contra ex-autoridades por corrupção foi adiante em sua gestão, afirma o jornal, para acrescentar que não avançou nem mesmo o inquérito sobre o ex-presidente Viktor Yanukovych, derrubado em 2014 durante um levante, e sobre os assassinatos de ativistas desse movimento político.

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O Kyiv Post informa que Biden realmente ameaçou o governo ucraniano com a suspensão das garantias de crédito dos Estados Unidos ao país que somavam 1 bilhão de dólares, caso Shokin não fosse afastado do governo. Mas essa pressão não estaria ligada ao fato de seu filho, Hunter Biden, ser membro do conselho diretor da companhia energética Burisma. A empresa e seu dono, Mykola Zlochevsky, respondiam por processos criminais à Justiça ucraniana. Mas nenhum dos casos estava nas mãos de Shokin. Tampouco havia, segundo o jornal, investigação da procuradoria contra o filho de Joe Biden.

Além de ter acusado Biden de ter pressionado pela demissão de Shokin, o advogado de Trump e ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani alega que autoridades ucranianas haviam conspirado para ajudar a eleição da candidata democrata à Casa Branca em 2016, Hillary Clinton.

Reportagem do portal de notícias americano Politico, de 2017, explicou que essa ajuda realmente ocorreu e contribuiu para a demissão de Paul Manafort, então chefe da campanha eleitoral de Trump, no ano anterior. Manafort havia sido contratado por 12 milhões de dólares como consultor do partido de Yanukovych, o Partido das Regiões. Acabou condenado nos Estados Unidos neste ano por fazer lobby na Ucrânia e por crimes financeiros.

Como se sabe, Clinton não foi eleita, e a vitória de Trump até hoje em dia está maculada pela suspeita de ajuda da Rússia.

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