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Joe Biden diz que Rússia deveria sair do G20; Brasil sinaliza ser contra

Além da Indonésia, a China também defende a permanência da Rússia no G20; Brasil também acenou que é contrário a qualquer isolamento

Por Da Redação Atualizado em 25 mar 2022, 01h10 - Publicado em 24 mar 2022, 22h52

O presidente americano Joe Biden disse nesta quinta-feira, 24, em Bruxelas, durante um encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que a Rússia deveria sair do G20, grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

“Acho que a Rússia tem que sair do G20, mas isso depende do G20. Apesar de a Indonésia e outros países não concordarem, acho que deveríamos, no meu ponto de vista, permitir que a Ucrânia participe desses encontros do G20”, disse Biden, que segue na sexta-feira para a Polônia, onde se reúne com  o presidente Andrzej Duda.

Além da Indonésia, a China também defende a permanência da Rússia no G20. “A Rússia é um país membro importante [do G20] e nenhum membro tem o direito de expulsar outro país”, disse o porta-voz das relações exteriores da China, Wang Wenbin.

O Brasil já acenou que é contrário a qualquer isolamento nos moldes propostos por americanos e europeus. O Itamaraty quer manter o mandato dos grupos internacionais para que possam continuar a funcionar. Nesta semana, o Brasil se absteve em uma resolução que pedia a suspensão dos trabalhos da OIT com a Rússia.

O presidente americano falou também que, na reunião da Otan, defendeu que as sanções contra a Rússia devem ser duradouras. “Sanções não têm a ver com dissuasão. O sentido das sanções é aumentar a dor. Por isso convoquei esse encontro da Otan, para garantir que a gente vai manter o que está fazendo agora, não apenas no mês que vem, mas durante todo o ano. Precisamos demonstrar nossa união e o mundo seguir focado em quão brutal esse homem [Putin, presidente russo] é e em quantas vidas inocentes estão sendo perdidas”, afirmou.

A jornalistas, Biden disse ainda que a Otan e a União Europeia deveriam criar um sistema que possa monitorar os países que violam sanções. Além disso, comentou sobre uma possível carência de alimentos e reconheceu que as sanções afetam o mundo todo.

“O preço das sanções não pesa apenas sobre a Rússia, mas sim sobre muitos outros países, incluindo países europeus e o nosso país também. E como a Rússia e a Ucrânia têm sido grandes produtores de trigo para a Europa, tivemos um grande debate no G7. Os Estados Unidos são o terceiro maior produtor de trigo do mundo e conversamos com o Canadá, que é um produtor muito importante, para ver como nós podemos aumentar e distribuir mais rapidamente essa produção de alimentos para evitar carência”.

Com Agência Brasil

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