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Jerusalém: confronto deixa três palestinos mortos

O acesso à Esplanada das Mesquitas foi fechado após ataque na última sexta. Detectores de metais foram instalados como medida de segurança.

Por Da redação Atualizado em 21 jul 2017, 13h13 - Publicado em 21 jul 2017, 09h49

Três palestinos morreram nesta sexta-feira em confrontos na Cisjordânia e em Jerusalém. Eles protestaram contra as novas medidas de segurança para ter acesso à Esplanada das Mesquitas.

A polícia de Israel proibiu que homens com menos de 50 anos entrem na Cidade Velha de Jerusalém e na Esplanada das MesquitasO acesso foi fechado pelas autoridades israelenses após um atentado na sexta-feira, 14, cometido por três árabes israelenses. O ataque terminou com dois policiais israelenses mortos na Cidade Velha de Jerusalém.

“A entrada na Cidade Velha e ao Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas para os muçulmanos) fica limitada aos homens de 50 anos ou mais, e às mulheres de qualquer idade”, anunciou  a polícia, em um comunicado.

Cerca de 3.000 palestinos rezaram do lado de fora da Esplanada, nesta sexta-feira. Ao final da oração, lançaram pedras e latas de lixo contra policiais israelenses. Pelo menos 20 palestinos ficaram feridos no distúrbio, controlado pelas forças de segurança israelenses. Os palestinos protestam contra a instalação de detectores de metal na entrada do local. Líderes muçulmanos alegam que as medidas de segurança fazem parte de uma suposta caminha israelense para expandir seu controle na região.

  • Palestinos pedem ajuda aos Estados Unidos

    Nabil Abu Rdeneh, funcionário da Autoridade Nacional Palestina, disse que o presidente Mahmoud Abbas pediu aos Estados Unidos que “intervenham urgentemente” e obriguem Israel a remover detectores de metal de um santuário disputado em Jerusalém.

    Abu Rdeneh disse na sexta-feira que Abbas discutiu as tensões crescentes em Jerusalém em um telefonema com Jared Kushner, genro e conselheiro do presidente Donald Trump. Segundo o funcionário, Abbas afirmou a Kushner que a situação é “extremamente perigosa e pode ficar fora de controle”, a menos que Israel remova os detectores de metal.

     

    (Com Associated Press e Estadão Conteúdo)

     

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