🗳️ Semana da Democracia: assine o Digital por R$ 5,99/mês e acompanhe análises sobre os rumos do Brasil.

Javier Milei admite aumento da pobreza na Argentina: ‘A foto é horrível’

Presidente argentino afirmou que avanço da inflação afetou renda no início do ano

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 ago 2026, 19h03 | Atualizado em 4 ago 2026, 19h31
Javier Milei admite aumento da pobreza na Argentina: ‘A foto é horrível’ Priorizar nos meus resultados Google

O presidente da Argentina, Javier Milei, reconheceu nesta terça-feira (4) que a pobreza voltou a crescer no início deste ano, após a aceleração da inflação pressionar a renda das famílias.

O líder argentino, porém, afirmou que o resultado representa apenas uma fotografia momentânea e defendeu a continuidade da política de ajuste fiscal implementada por seu governo.

“A foto é horrível, mas a tendência segue sendo maravilhosa”, disse Milei em entrevista ao streaming La Casa. Segundo ele, a trajetória de queda da inflação e a recuperação da atividade econômica indicam uma melhora estrutural da economia argentina.

Dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH), do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), apontam que a pobreza atingiu cerca de 30,7% da população no primeiro trimestre de 2026, acima dos 29,9% registrados no trimestre anterior.

A alta interrompeu a sequência de queda iniciada após o pico de pobreza de 57,4% registrado no início de 2024, período marcado pelo forte ajuste inicial do governo Milei.

Continua após a publicidade

As polêmicas medidas de Donald Trump

Na entrevista, o presidente argumentou que a comparação deve considerar o ponto de partida. “Se você pega o nível de 57% para 29%, há muitas pessoas que saíram da pobreza”, afirmou.

Milei também defendeu a redução dos gastos públicos e afirmou que a queda dos salários dos servidores faz parte da estratégia de ajuste.

Continua após a publicidade

“O salário do setor público cai, mas esse é um resultado desejado do modelo. Isso significa que o ajuste é pago pelo Estado”, declarou.

Segundo o presidente, os salários do setor privado conseguiram superar parcialmente a inflação, enquanto os rendimentos dos trabalhadores informais tiveram uma recuperação ainda maior.

Ao ser questionado sobre as dificuldades enfrentadas por empresas e consumidores no dia a dia, Milei rejeitou a ideia de políticas específicas para determinados setores da economia. Para ele, intervenções para beneficiar segmentos considerados prejudicados representam distorções e corrupção.

Continua após a publicidade

“Se um negócio não funciona, como vou salvá-lo? No fundo, quem propõe mexer na microeconomia está propondo tirar de um para dar a outro”, afirmou.

O presidente também destacou indicadores positivos da economia argentina. Segundo ele, o Produto Interno Bruto (PIB), o consumo e as exportações estão em níveis recordes. “Muitos estão fazendo uma história de uma falácia chamada de tomar a parte pelo todo: olhar um pedaço e generalizar”, disse.

Críticas ao peronismo

Durante a entrevista, Milei também reagiu às declarações do governador da província de La Rioja, Ricardo Quintela, que afirmou que um eventual retorno do peronismo ao poder poderia rever medidas adotadas pelo atual governo e até realizar desapropriações.

Continua após a publicidade

Milei comparou a proposta ao modelo venezuelano e classificou as ideias como parte de uma tradição populista. “Já conhecemos esse modelo, chama-se Venezuela”, afirmou.

Mais cedo, o chefe de gabinete, Diego Santilli, havia criticado a declaração de Quintela, dizendo que ela representaria uma defesa da manutenção da pobreza no país.

Imigração e Espanha

Na mesma entrevista, Milei comentou a crise migratória em Ceuta, território espanhol no norte da África, e diferenciou imigração de “invasão”.

Continua após a publicidade

Segundo o presidente argentino, a imigração é positiva quando há integração cultural, mas classificou como ameaça situações em que grupos migratórios mantêm costumes próprios e alteram a identidade de um país.

Milei afirmou ainda que o presidente espanhol, Pedro Sánchez, teria mudado sua posição sobre imigração e voltou a dizer que países ocidentais enfrentam riscos relacionados ao tema.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).