Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Jato russo é interceptado pela Otan no Mar Báltico

A aliança ocidental acusa a aeronave de ter violado o espaço aéreo da Estônia. Moscou nega a infração e afirma que o avião operava um voo de treinamento

Por Da Redação 23 out 2014, 14h44

Um avião russo utilizado em missões de espionagem foi interceptado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) enquanto sobrevoava o Mar Báltico, informou a rede BBC nesta quinta-feira. A aliança ocidental acusa Moscou de violar o espaço aéreo da Estônia com a manobra, mas a Rússia nega ter cometido qualquer infração. Segundo um porta-voz do ministério da Defesa russo, a aeronave de modelo Ilyushin-20 operava um voo de treinamento que estava “de acordo com os regulamentos internacionais de uso do espaço aéreo”.

Leia também

Hackers russos usaram falha no Windows para espionar Otan

EUA e Canadá interceptam aeronaves russas

Ao se pronunciar sobre o caso, a Otan disse que o avião foi “interceptado pela primeira vez por jatos F-16 dinamarqueses ao se aproximar do espaço aéreo da Dinamarca”, na terça-feira. A aeronave, então, voou em direção ao norte da Suécia, onde também foi interceptada. Ao escapar para a Estônia, o jato russo levou cerca de um minuto até ser escoltado de volta para o território russo por aeronaves portuguesas.

A Rússia afirma que o avião decolou do Kaliningrado e sobrevoou “águas neutras do Mar Báltico”. A Estônia, no entanto, convocou o embaixador russo para prestar esclarecimentos. No mês passado, o país acusou Moscou de sequestrar um de seus agentes de segurança em uma região fronteiriça.

A Rússia tem sofrido diversas acusações de violar a soberania de outros países. Na última semana, a Suécia deslocou um contingente militar para buscar um submarino que teria sido flagrado em águas de seu domínio. Acredita-se que a embarcação seja operada por Moscou.

A tensão na região está elevada desde o envolvimento direto do Kremlin na crise ucraniana. O apoio do presidente russo Vladimir Putin aos rebeldes que se opõem a Kiev levou os Estados Unidos e a União Europeia a aplicarem uma série de sanções contra funcionários de destaque do governo e do Exército russos.

Continua após a publicidade
Publicidade