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Japão: primeiro-ministro propõe reativar usinas nucleares

Medida seria estímulo para recuperar áreas atingidas por tsunami, diz Abe

Por Da Redação - 25 mar 2013, 01h42

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, sugeriu novamente nesta segunda-feira que o país retome a produção de energia nuclear com a intenção de impulsionar a reconstrução das regiões devastadas pelo tsunami de 2011, em uma decisão que, afirmou ele, tomará após garantir a segurança das centrais nucleares.

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“A reconstrução será dura sem uma fonte barata e estável de energia’, afirmou Abe durante sua visita neste domingo à província de Fukushima, onde fica a usina de Daiichi, epicentro da crise nuclear. O Japão, que só mantém em operação dois de seus mais de 50 reatores nucleares, aumentou substancialmente a importação de hidrocarbonetos para poder alimentar as centrais térmicas e garantir o fornecimento de energia elétrica, após o fechamento das usinas nucleares, que forneciam 30% da energia do país antes do acidente.

No entanto, Abe condicionou a reabertura das usinas nucleares à sua confiabilidade. ‘Vou tomar uma decisão após avaliar a segurança’, afirmou. Também disse que espera tomar ‘uma decisão global’ com base em todas as condições. A ideia de Abe é “dissipar os rumores prejudiciais” sobre a situação do país após o acidente em Fukushima, o pior desde Chernobyl em 1986, antes de estudar a reabertura das usinas nucleares e, assim, reduzir a enorme despesa das importações de energia.

Em sua visita a Fukushima, a segunda desde que assumiu o poder em dezembro, o primeiro-ministro foi à cidade agrícola de Koriyama, onde existe uma grande preocupação social com a contaminação radioativa de alimentos e plantações. Também foi à cidade de Tomioka e à região comercial de Namie, dentro da zona de exclusão decretada pelo governo no entrono da usina de Fukushima, onde prometeu acelerar a reconstrução.

Em sua viagem anterior a Fukushima, Abe comentou pela primeira vez a possibilidade de reativar as usinas nucleares do país e não descartou a construção de novos reatores, apesar da preocupação de grande parte da sociedade e dos protestos dos movimentos antinucleares.

(Com agência EFE)

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