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Japão fala em ‘múltiplas mortes’ por colapso e explosão de shopping após terremoto

Segundo andar do edifício desabou e até 30 funcionários estão desaparecidos. Hospitais na prefeitura de Kumamoto já receberam mais de 100 feridos

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jul 2026, 11h52
Japão fala em ‘múltiplas mortes’ por colapso e explosão de shopping após terremoto Priorizar nos meus resultados Google

O terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o Japão nesta terça-feira, 28, provocou uma explosão em um shopping, que colapso parcialmente e deixou pessoas presas dentro do edifício, informou emissora japonesa NHK. Autoridades afirmaram que há “muitas mortes” registradas, embora não tenham falado em números precisos.

Segundo a NHK, o segundo andar do Aeon Mall, maior shopping da prefeitura de Kumamoto, desabou na sequência de uma explosão. Não se sabe ao certo quantos ficaram ilhados lá, mas cerca de 20 a 30 funcionários estão desaparecidos, informaram os bombeiros, enquanto a polícia indicou que “um número considerável” de pessoas já são dadas como mortas no incidente, segundo a emissora TBS.

Imagens mostraram que uma parte do shopping, que abriga cerca de 200 lojas, foi arrancada, expondo vigas de aço e espalhando destroços por um estacionamento. Várias ambulâncias e caminhões de bombeiros foram para o local enquanto equipes de resgate buscavam sobreviventes.

Um porta-voz da Aeon disse que clientes e funcionários foram retirados do edifício logo após o tremor inicial e que a causa exata da explosão subsequente ainda não ficou clara.

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Danos generalizados

Em coletiva de imprensa em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que as autoridades ainda estavam avaliando a extensão total dos danos em Kumamoto, localizada a cerca de 90 km de Nagasaki, no sul do país.

“Já fomos informados de que há pessoas feridas. Ocorreram cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de edifícios”, disse Takaichi. “Peço a todos que tomem medidas para se proteger, incluindo a evacuação para um local seguro.”

Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de evacuação, e centenas de soldados foram mobilizados para ajudar nas operações de resgate, enquanto réplicas do tremor continuavam a ocorrer na região, situada na ilha de Kyushu, no sul do Japão — região onde vivem cerca de 13 milhões de pessoas.

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A agência de notícias Kyodo informou que um hospital na cidade de Yatsushiro recebeu cerca de 80 feridos em decorrência do terremoto; já o Hospital Geral de Uki recebeu 40, dez deles em estado grave. Além disso, várias pessoas estão desaparecidas após o desabamento de uma chaminé em uma fábrica da Nippon Paper Industries, nas proximidades do Aeon Mall, informou a emissora NHK.

Sabe-se que uma ponte rodoviária e pelo menos um outro edifício colapsaram, e cerca de 10 pessoas ficaram feridas em uma casa de repouso na cidade de Hikawa, mas sem gravidade, segundo a NHK.

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O forte sismo atingiu o nível máximo (sete) na escala japonesa de intensidade sísmica, conhecida como “Shindo”. Um alerta de tsunami foi emitido depois do terremoto, abrangendo a vizinha Baía de Ariake, na costa oeste de Kumamoto, mas já foi suspenso.

O Aeroporto de Kumamoto foi fechado por tempo indeterminado após o tremor danificar sua pista.

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Kumamoto foi atingida por um terremoto letal em 2016, que deixou mais de 50 mortos, 1.800 feridos e afetou dezenas de milhares de casas.

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