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Japão: energia nuclear irá aumentar, apesar do acidente em Fukushima

Por Franck Robichon 26 jul 2011, 09h21

A produção de origem nuclear seguirá crescendo em todo mundo, apesar do trágico acidente ocorrido em março na central nuclear de Fukushima, afirmou nesta terça-feira em Tóquio Yukiya Amano, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

“É certo que o número de reatores irá aumentar, embora o ritmo não seja mais tão acelerado quanto antes”, disse Amano.

O diretor-geral da AIEA, um ex-diplomata, deu a declaração ao sair de uma reunião com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, que defende o contrário: o fim progressico das centrais nucleares no país, onde o risco de novos abalos sísmicos é muito grande.

“Alguns países, entre eles a Alemanha, revisaram sua política de energia nuclear, mas muitos outros necessitam reatores nucleares, sobretudo para lutar contra as emissões de gases do efeito estufa e o aquecimento global”, afirmou Amano.

“O mais importante de tudo é garantir a segurança das instalações”, encerrou.

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