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Japão ainda tem 93% de seus reatores paralisados

Crise nuclear iniciada com o acidente na usina de Fukushima obrigou o país a fechar grande parte de suas centrais atômicas por medida de segurança

Com a paralisação técnica, para manutenção, do reator 5 da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, em Niigata, o Japão conta agora com apenas cinco de seus 54 reatores em funcionamento. Ou seja, 93% deles permanecem detidos após a crise em Fukushima. A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da central de Niigata, anunciou a paralisação para revisar o reator 5 da usina nuclear, informou a rede japonesa NHK.

A Tepco, também operadora da acidentada usina de Fukushima, epicentro da crise nuclear, conta agora apenas com a unidade 6 de Niigata para fornecer eletricidade à região metropolitana de Tóquio, na qual vivem cerca de 30 milhões de habitantes.

Crise – O acidente de 11 de março em Fukushima levou à parada, como medida de segurança, de diversos reatores no país. Mais tarde, outros também interromperam suas atividades devido às revisões previstas por lei. O Japão, um país com grande dependência energética do exterior, obtinha cerca de um terço de sua eletricidade das centrais atômicas antes do acidente.

Sem previsão de retorno – Nenhum dos reatores paralisados tem autorização para retomar suas operações até superar os testes de resistência exigidos pelo Governo japonês e obter o sinal verde das administrações locais, até agora contrárias à reativação.

Neste sentido, especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estão desde segunda-feira no Japão para se reunir com as autoridades japonesas e avaliar a segurança das usinas japonesas.

(Com Agência EFE)