Clique e assine a partir de 8,90/mês

James Murdoch renuncia como presidente da BSkyB

Filho de magnata das comunicações já havia renunciado à News International

Por Da Redação - 3 abr 2012, 10h50

James Murdoch renunciou nesta terça-feira à presidência da operadora britânica de TV por assinatura BSkyB, com participação de 39% da News Corporation, o conglomerado midiático de propriedade de seu pai, Rupert Murdoch.

Entenda o caso

  1. • O tabloide News of the World recorria a detetives e escutas telefônicas em busca de notícias exclusivas – entre as vítimas estão celebridades, políticos, membros da família real e até parentes de soldados mortos.
  2. • Policiais da Scotland Yard também teriam sido subornados para fornecer informações em primeira mão aos jornalistas.
  3. • O escândalo forçou o fechamento do jornal sensacionalista, que circulou por 168 anos e era um dos veículos do grupo News Corp., do magnata Rupert Murdoch.
  4. • Agora, a polícia investiga uso de grampos ilegais em outros jornais britânicos.

Leia mais no Tema ‘Grampos na Grã-Bretanha’

Em comunicado, James detalhou que deixava o cargo, que ocupava desde dezembro de 2007, porque não queria que sua presença na direção fosse um empecilho para a empresa, cujo Conselho de Administração contará com ele no posto de não-executivo.

James já havia renunciado em fevereiro à presidência da News International, a filial europeia da News Corp e editora dos jornais The Sun e The Times na Grã-Bretanha, em meio a investigação pelas escutas telefônicas nas publicações do grupo.

Testemunho – Em depoimento ao Parlamento britânico em julho do ano passado, James Murdoch prestou seus primeiros esclarecimentos sobre o escândalo. À ocasião, ele disse acreditar que o esquema de contratar profissionais especializados para espionar celebridades, políticos e até membros da família real é copiado por outros meios de comunicação no país – não se tratando de uma atividade ilícita.

Em seu segundo depoimento, admitiu que havia evidências suficientes de que as escutas ilegais eram uma prática comum no tabloide News of the World, mas insistiu que não foi informado em nenhum momento sobre o fato. As declarações foram ainda mais vagas do que na primeira vez que foi chamado a prestar esclarecimentos.

(Com agência EFE)

Continua após a publicidade
Publicidade