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James Murdoch deixa a presidência da News International

Ele passa a se dedicar à expansão internacional das atividades de TV do grupo

Por Da Redação - 29 fev 2012, 11h31

James Murdoch, filho do magnata dos meios de comunicação Rupert Murdoch, renunciou como presidente-executivo da News International, filial que reúne os jornais britânicos do grupo americano de imprensa News Corporation e editora da The Sun e do The Times na Grã-Bretanha. A partir de agora, ele deve se dedicar à expansão internacional das atividades de televisão do grupo, informou nesta quarta-feira a empresa.

Entenda o caso

  1. • O tabloide News of the World recorria a detetives e escutas telefônicas em busca de notícias exclusivas – entre as vítimas estão celebridades, políticos, membros da família real e até parentes de soldados mortos.
  2. • Policiais da Scotland Yard também teriam sido subornados para fornecer informações em primeira mão aos jornalistas.
  3. • O escândalo forçou o fechamento do jornal sensacionalista, que circulou por 168 anos e era um dos veículos do grupo News Corp., do magnata Rupert Murdoch.
  4. • Agora, a polícia investiga uso de grampos ilegais em outros jornais britânicos.

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Sua renúncia ocorre depois de dez jornalistas do The Sun serem detidos por pagarem subornos a funcionários públicos e enquanto continua a investigação sobre as escutas telefônicas feitas no extinto The News of the World, da mesma rede. No último domingo, a primeira edição do jornal The Sun on Sunday, novo dominical do conglomerado de Rupert Murdoch, chegou às bancas da Grã-Bretanha para cobrir o vazio deixado pelo News of the World.

Em depoimento ao Parlamento britânico em julho do ano passado, James Murdoch prestou seus primeiros esclarecimentos sobre o escândalo. À ocasião, ele disse acreditar que o esquema de contratar profissionais especializados para espionar celebridades, políticos e até membros da família real é copiado por outros meios de comunicação no país – não se tratando de uma atividade ilícita.

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Em seu segundo depoimento, admitiu que havia evidências suficientes de que as escutas ilegais eram uma prática comum no tabloide News of the World, mas insistiu que não foi informado em nenhum momento sobre o fato. As declarações foram ainda mais vagas do que na primeira vez que foi chamado a prestar esclarecimentos.

(Com agência EFE)

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