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Itália: rebelião em prisão deixa seis mortos após medidas por coronavírus

Governo decretou confinamento de milhões de italianos que vivem no norte e restringiu visitas em penitenciárias

Por Da Redação - Atualizado em 9 mar 2020, 11h56 - Publicado em 9 mar 2020, 09h50

Ao menos seis detentos morreram em uma rebelião em um presídio em Modena, na Itália, depois que o governo italiano instaurou novas restrições em todo o país para tentar conter a epidemia do novo coronavírus. Após a primeira revolta, outras três prisões no país registraram tentativas de fuga e distúrbios nesta segunda-feira, 9. 

O governo adotou no domingo 8 por decreto uma série de medidas excepcionais de confinamento de milhões de italianos que vivem no norte. Também determinou novas regras para as penitenciárias, entre elas a redução das visitas.

Após receberem as notícias sobre a situação do país, os presos organizaram protestos contra as restrições e em prol de mais segurança contra a propagação do coronavírus nas cadeias. Na penitenciária de Sant’Anna, em Modena, seis detentos morreram e outros seis ficaram feridos em estado grave.

A revolta começou quando cerca de 60 detentos tentaram escapar. As autoridades locais estimam que o número de vítimas pode crescer nas próximas horas, já que os conflitos ainda não estão controlados.

Também foram registradas revoltas em prisões nas cidades de Foggia, Palermo e em San Vittore, próximo a Milão. Nessas cidades não houve mortes.

Além do confinamento, o decreto publicado pelo governo italiano também ordena o fechamento de cinemas, teatros, museus, bares, casas noturnas e outros locais semelhantes em todo o território até 3 de abril.

Foram decretadas restrições a mais de 15 milhões de pessoas, 25% da população, incluindo os moradores de Milão e Veneza, uma medida semelhante à adotada pela China, onde surgiu a epidemia de Covid-19. 

A polícia fará inspeções nas estações de trem e nas estradas principais. Além disso, os voos originários de Milão foram suspensos e foram estipuladas sentenças de três meses de prisão ou 206 euros (233 dólares) àqueles que violarem as regras.

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