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Itália põe fim às buscas por corpos na parte imersa do Concordia

Por Filippo Monteforte - 31 jan 2012, 14h13

As buscas por corpos dos desaparecidos no naufrágio do Costa Concordia na parte imersa do navio, que naufragou no dia 13 de janeiro na ilha de Giglio (Toscana), foram definitivamente suspensas nesta terça-feira em razão dos riscos para a segurança dos mergulhadores, anunciou a Defesa Civil.

Uma porta-voz da Defesa Civil indicou que o 17º corpo encontrado, mas ainda não identificado, é “muito provavelmente o de uma alemã nascida em 1945”. Mas a identificação “não foi completamente concluída nem oficializada”, indicou a porta-voz à AFP.

Em relação aos corpos dos outros 15 desaparecidos, a Defesa Civil ressaltou em um comunicado ter informado às famílias e às embaixadas envolvidas “a decisão de interromper as buscas na parte imersa do navio”.

“As condições de segurança não estão certamente reunidas para que os socorristas possam manter suas atividades de buscas em todas as zonas imersas”, acrescentou.

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Contudo, “as operações continuarão na parte do Concordia que está fora da água” e em toda a área em torno do naufrágio em busca de eventuais corpos para retirá-los do mar, afirmou.

A decisão foi tomada pelo diretor técnico das equipes de resgate, o chefe dos bombeiros de Grosseto (Toscana), Ennio Aquilino, em acordo com as outras autoridades e depois de ter recebido informações sobre as deformidades no casco do navio, onde foram abertos buracos recentemente.

A preocupação dos operadores está relacionada principalmente ao fato de os mergulhadores não poderem sair das aberturas que dão acesso a pontes imersas a 20 metros de profundidade.

O Concordia se chocou com uma rocha perto da ilha italiana de Giglio e naufragou no dia 13 de janeiro com mais de 3.200 turistas de 60 países diferentes a bordo e mil membros da tripulação de 40 nacionalidades, a cerca de trinta metros da praia.

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O registro da tragédia foi estabelecido em 32 mortos pelo prefeito Franco Gabrielli, comissário especial encarregado do naufrágio, sendo que 17 foram encontrados.

Enquanto isso, uma nova embarcação está a caminho da ilha para recolher os materiais poluentes que vazaram do Concordia.

O presidente da Costa, empresa proprietária do Concordia, Pierluigi Foschi, assegurou diante de uma comissão do Senado que “as operações de bombeamento serão iniciadas fisicamente dentro de 24 horas”, com a instalação final de bombas que devem servir para aspirar as 2.380 toneladas de combustível que ainda estão nos reservatórios do transatlântico.

Sobre a retirada do navio, o diretor de Assuntos Marítimos da Toscana, almirante Ilarione Dell’Anna, afirmou nesta terça que “não sabe o prazo mínimo nem máximo”. “Não estou preocupado, estou calmo”, indicando que o prefeito Gabrielli falou de 7 a 10 meses.

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