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Itália estima fim da operação na Líbia em ‘3 ou 4 semanas’

Enquanto isso, China e Rússia pedem que a intervenção acabe imediatamente

Aparentemente, a coalizão ocidental na Líbia já está cantando vitória. Enquanto Rússia a China pressionam pelo fim da intervenção imediatamente, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, estima que o prazo de até um mês (três ou quatro semanas, mais precisamente) é realista para o fim da operação militar.

“Há hipóteses otimistas que falam em poucos dias e hipóteses mais realistas que falam em algumas semanas”, destacou o ministro italiano em um ato em Palermo, após presidir na última quinta-feira a segunda reunião do Grupo de Contato sobre a Líbia. Frattini informou que o regime do ditador líbio, Muamar Kadafi, teve seu arsenal reduzido em 40% graças à operação aliada. “Sem dúvida, é necessário intensificar a pressão para poder dar início à iniciativa política”, acrescentou.

Pressão – Contudo, para Rússia e China, o cessar-fogo na Líbia não pode mais esperar, enfatizaram também nesta sexta, os ministros das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, e chinês, Yang Jiechi, em entrevista coletiva em Moscou ao término de seu encontro. “Todos os esforços devem buscar uma via pacífica, e não apoiar uma das partes no que é, na realidade, um conflito armado interno, ou seja, uma guerra civil”, disse o chefe da diplomacia russa.

Questionado sobre qual será a posição da Rússia diante da proposta de uma operação militar terrestre na Líbia, Lavrov respondeu que a resolução 1.973 do Conselho de Segurança exclui claramente essa possibilidade. “Partimos do pressuposto que o grupo de contato informal é integrado por estados responsáveis que ratificaram a Carta da ONU e que têm a obrigação de respeitar as prerrogativas do Conselho de Segurança”, ressaltou. O Grupo de Contato para a Líbia foi criado por 40 países e organizações internacionais para coordenar os esforços de apoio à Líbia com a ONU, a União Africana, a Liga Árabe, a Organização da Conferência Islâmica e a União Europeia.

No mesmo sentido se pronunciou o titular das Relações Exteriores chinês, que reiterou a postura de Pequim sobre a necessidade de um cessar-fogo para evitar uma catástrofe humanitária ainda maior, assim como a de respeitar a liberdade dos países para escolher suas próprias vias de desenvolvimento.

(Com agência EFE)