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Itália: ciclone deixa 14 mortos, entre eles quatro brasileiros

Governador da Sardenha confirmou que dois adultos e dois adolescentes integrantes de uma família brasileira morreram afogadas em um apartamento

Ao menos 14 pessoas morreram e há vários desaparecidos na ilha da Sardenha, na Itália, após a passagem durante a noite desta segunda e madrugada de terça-feira do ciclone Cleópatra, cujos ventos e chuvas provocaram inundações e o transbordamento de rios, informou a imprensa local. Entre os mortos estão quatro integrantes de uma família brasileira, anunciou o governador da região, Ugo Cappellacci.

Segundo o governador, os brasileiros, dois adultos e dois adolescentes, morreram afogadas em um apartamento localizado em um subsolo na cidade de Arzachena. “Infelizmente, o balanço subiu a 14 vítimas, sete delas em Olbia (nordeste da ilha) e quatro em Arzachena”, declarou Cappellacci ao canal SkyTG24. Na segunda-feira à noite as autoridades haviam anunciado uma estimativa provisória de nove mortos.

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CICLONE, FURACÃO, TUFÃO

Ciclone, tufão e furacão são nomes diferentes para um mesmo fenômeno – este último é mais usado pelos cientistas. A denominação, porém, varia conforme a região: costuma-se chamar de furacão quando acontece na América Central e nos EUA; tufão no extremo Oriente; e ciclone quando ocorre no oceano Índico. Os três termos se referem às mais fortes tempestades que ocorrem na natureza, com ventos de no mínimo 120 km/h e até 1.000 metros de diâmetro.

A cidade de Olbia, no nordeste da ilha, foi a mais afetada pelo ciclone Cleópatra. Por enquanto, foram contabilizados seis mortos na área, onde ocorreram deslizamentos de terra, queda de pontes e cortes no fornecimento de energia elétrica.

O prefeito de Olbia, Gianni Giovanneli, explicou nesta terça-feira nos noticiários da emissora pública Radio1 que caiu sobre a cidade durante a noite uma “autêntica tromba d’água”, que em poucos minutos inundou algumas áreas. O nível da água chegou a três metros de altura, transbordando os rios e provocado interrupções nas estradas.

Na cidade de Monte Pino, o desmoronamento de uma ponte causou cinco mortes, três homens e uma mulher com sua filha, cujos respectivos veículos caíram na água enquanto circulavam por esta estrada. Centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas devido às inundações e dezenas de localidades estão isoladas devido a cortes de luz e estradas interditadas.

O diretor de Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, chegou à na Sardenha na manhã desta terça para coordenar os trabalhos de ajuda. Na capital Roma, será feita uma reunião na qual deve ser decretado estado de emergência na região.

(Com agência EFE e France-Presse)