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Israel vai às urnas em eleição imprevisível

Atual premiê Benjamin Netanyahu aparece empatado com Isaac Herzog nas pesquisas. Vencedor deve ser definido a partir de alianças entre os partidos do Parlamento

Por Da Redação - 17 mar 2015, 06h16

Os israelenses votam desde a madrugada desta terça-feira (manhã no horário local) nas eleições parlamentares do país. Quase 5,9 milhões de pessoas estão aptas a ir às urnas, embora o comparecimento deva ficar perto de 70%. O pleito será encerrado às 22h (17h de Brasília) e o resultado deve ser conhecido na quarta-feira. Milhares de policiais foram mobilizados para garantir a segurança do processo eleitoral.

As eleições desta terça podem tirar o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu do poder – ou confirmar o seu terceiro mandato consecutivo. Pesquisas indicam um empate técnico entre o premiê, do partido direitista Likud, e Isaac Herzog, da legenda de centro-esquerda União Sionista.

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No total, 30 partidos disputarão as 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense. Pelo sistema eleitoral de Israel, nenhum partido jamais conquistou a maioria das cadeiras no Parlamento. Por isso, sempre é necessário formar uma coalizão. Tendo em vista que nem o Likud nem a União Sionista devem conquistar mais do que um quarto dos votos, a eleição deve ser seguida por um longo período de negociações para a formação do próximo governo.

Netanyahu – O atual premiê votou cedo em Jerusalém e afirmou que, se os resultados das urnas forem os que ele espera, ligará imediatamente para o líder do partido ultranacionalista Lar Judaico para negociar um governo de unidade. Netanyahu rejeitou qualquer possibilidade de aliança com o grupo de seu principal rival. “Não haverá governo de unidade com o Partido Trabalhista”, disse ele.

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Na reta final da campanha, Netanyahu intensificou sua retórica nacionalista, dizendo que um governo mais pacífico seria um desastre para o país. Essa postura culminou com uma declaração na segunda-feira, véspera do pleito, em que o premiê descartou qualquer possibilidade de apoiar a criação de um Estado palestino durante o seu mandato. “Quem quer que se movimente para estabelecer um Estado palestino ou tenha a intenção de se retirar do território está simplesmente concedendo território para que terroristas islâmicos radicais ataquem Israel”, disse Netanyahu.

(Da redação, com agência EFE)

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