Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Israel pede desculpa ao Brasil por comentário, diz Planalto

Presidente eleito Reuven Rivlin disse que declaração de que Brasil era 'anão diplomático' não corresponde a sentimentos de seu país, afirma governo Dilma

Por Da Redação 11 ago 2014, 23h50

O presidente eleito de Israel, Reuven Rivlin, conversou por telefone nesta segunda-feira com a presidente Dilma Rousseff e, segundo nota do Palácio do Planalto, pediu desculpas pelas declarações do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores que rotulou o país de “anão diplomático” e “irrelevante”.

“Na conversa dos dois mandatários, o chefe de Estado israelense apresentou desculpas pelas recentes declarações do porta-voz de sua Chancelaria em relação ao Brasil. Esclareceu que as expressões usadas por esse funcionário não correspondem aos sentimentos da população de seu país em relação ao Brasil”, afirma o comunicado divulgado à imprensa pelo governo da presidente Dilma.

Em entrevista ao jornal The Jerusalem Post concedida mês passado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, qualificou o Brasil de “anão diplomático” depois que o Itamaraty emitiu uma nota oficial em que comunicava a convocação do embaixador brasileiro em Tel-Aviv para dar explicações sobre o conflito na Faixa de Gaza, criticava a ofensiva israelense e chamava de “desproporcional” o uso da força por Israel, sem fazer qualquer menção aos ataques do grupo Hamas.

“Essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua sendo um anão diplomático”, declarou Palmor. Ele prosseguiu: “O relativismo moral por trás dessa atitude faz do Brasil um parceiro diplomático irrelevante, que cria problema ao invés de contribuir para solucioná-los”.

Continua após a publicidade

Conflito – De acordo com o Planalto, durante a conversa telefônica “foi evocada a grave situação atual da Faixa de Gaza” e presidente eleito de Israel afirmou que “o país estava defendendo-se dos ataques com mísseis que seu território vinha sofrendo”.

Dilma transmitiu a Rivlin que o governo brasileiro “condenara e condena ataques a Israel, mas que condena, igualmente, o uso desproporcional da força em Gaza, que levou à morte centenas de civis, especialmente mulheres e crianças”.

A presidente, conforme o Planalto, reiterou a posição do Brasil nos foros internacionais em defesa “da coexistência entre Israel e Palestina, como dois Estados soberanos, viáveis economicamente e, sobretudo, seguros”.

Segundo o comunicado, Dilma enfatizou que a “crise atual não poderá servir como pretexto para qualquer manifestação de caráter racista, seja em relação aos israelenses, seja em relação aos palestinos”. Além disso, a presidente também manifestou sua esperança que “a continuidade do cessar-fogo e as negociações atuais entre as partes possam contribuir para uma solução definitiva de paz na região”.

(Com agência EFE)

Continua após a publicidade

Publicidade