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Israel não permite que médicos palestinos validem seus diplomas

Por Da Redação 13 fev 2012, 09h44

Jerusalém, 13 fev (EFE).- O Ministério da Saúde israelense não permite aos médicos palestinos formados na Universidade de Al Quds que se apresentem aos exames para validar seus diplomas e exercer a profissão, informou nesta segunda-feira o jornal ‘Ha’aretz’.

Os pedidos de 35 palestinos para fazer as provas (às quais podem comparecer quaisquer médicos que possuam diploma internacional) foram negados pelo ministério israelense, que considerou que, pelo fato de a Universidade Al Quds ter uma sede em Jerusalém, não pode ser considerada estrangeira.

A parte oriental de Jerusalém foi anexada por Israel em 1980 e é considerada pelas autoridades do país como parte indivisível da cidade. Porém, a comunidade internacional não aceita esta anexação e a considera território palestino ocupado.

A Al Quds divide seus campus entre as localidades árabes de Jerusalém Oriental, Abu Dis e al-Bireh. As instalações de sua faculdade de Medicina, que é considerada uma das melhores do mundo árabe, ficam em Abu Dis (fora da fronteira municipal de Jerusalém).

Em 2006, o ministério impediu que os diplomados deste centro se apresentassem às provas, decisão que foi revogada no Tribunal de Distrito de Jerusalém, após a Promotoria anunciar que os pedidos dos médicos seriam atendidos e que estes poderiam fazer os exames que permitem a prática da profissão no país.

Porém, em 2011 o caso voltou a se repetir e outros 35 médicos palestinos não conseguiram com que os tribunais obrigassem o Ministério da Saúde a permitir o exame.

O advogado do grupo, Shlomo Lecker, argumenta que, entre outras razões, autorizar os médicos é a única forma de atenuar a grave escassez desses especialistas em Jerusalém Oriental e atender os moradores árabes.

A falta de profissionais é tão grande que são frequentes as clínicas onde médicos atendem sem a autorização do ministério.

Bassel Nasser, um dos médicos afetados e que passou nos exames para exercer a medicina nos Estados Unidos, declarou ao ‘Ha’aretz’: ‘Há 199 países no mundo e 198 permitem aos graduados em minha escola exercerem sua profissão. Eu não posso fechar os escritórios que a Universidade tem em Jerusalém, o que posso fazer?’. EFE

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