🗳️ Semana da Democracia: assine o Digital por R$ 5,99/mês e acompanhe análises sobre os rumos do Brasil.

Israel manda tropas à Cisjordânia sob denúncia dos EUA por ‘terrorismo’ de colonos judeus

Israelenses fazem cerco a casas de palestinos e restringem acesso a comida, provocando resposta do governo e rara repressão pública de Washington

Por Júlia Sofia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 ago 2026, 16h54
Israel manda tropas à Cisjordânia sob denúncia dos EUA por ‘terrorismo’ de colonos judeus Priorizar nos meus resultados Google

Israel enviou tropas nesta quinta-feira, 13, para Qusra, no norte da Cisjordânia ocupada, após colonos judeus instalarem um cerco a casas de palestinos, onde restringem a saída e entrada de moradores, alimentos e outros suprimentos. O episódio provocou uma rara crítica pública de Washington, com o embaixador dos Estados Unidos em Israel classificando a ação nos assentamentos como um “ato de terrorismo”.

Desde domingo, um grupo de colonos mantém várias residências palestinas cercadas na localidade, próxima a Nablus. Entre as propriedades está a casa de um cidadão americano. Segundo moradores, as famílias ficaram isoladas e sem acesso regular a comida e outros itens básicos.

O Exército israelense afirmou ter enviado soldados à região para “proteger os habitantes e manter a segurança”. Na quarta-feira, militares já haviam retirado uma tenda instalada pelos colonos e detido um israelense. Segundo relatos locais, porém, o grupo teria apenas levado a estrutura para uma colina próxima.

Pressão de Washington

O embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, classificou como “repugnantes” as ações dos colonos. “As ações daqueles que cometeram esse ato horrível de terrorismo destinado a intimidar e assediar essa família são repugnantes”, escreveu o diplomata no X (ex-Twitter).

Continua após a publicidade

A declaração chama atenção pelo perfil de Huckabee, pastor evangélico e aliado do movimento de colonos. Ele é um defensor dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e já se manifestou contra a criação de um Estado palestino.

Segundo o embaixador, a atuação das forças israelenses ocorreu a pedido dos Estados Unidos. A manifestação acontece em meio a divergências recentes entre o presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, especialmente sobre os planos para a Faixa de Gaza.

Continua após a publicidade

As Nações Unidas pediram que Israel cumpra suas obrigações previstas pelo direito internacional e garanta a segurança da população palestina. A União Europeia também cobrou “medidas concretas” para impedir a violência praticada por colonos.

Assentamento é reaberto

Enquanto tropas eram mobilizadas em Qusra, autoridades israelenses participaram da reinauguração de Ganim, um assentamento no norte da Cisjordânia que havia sido desmantelado em 2005.

Continua após a publicidade

“Voltamos a Ganim e voltamos para ficar”, declarou o ministro da Defesa, Israel Katz, durante a cerimônia.

Ganim fazia parte de um grupo de quatro assentamentos retirados por Israel há mais de duas décadas. Desde então, três deles foram reconstruídos durante governos de Netanyahu, em meio à expansão dos assentamentos e à regularização de postos avançados construídos sem autorização oficial.

Continua após a publicidade

A expansão dos assentamentos é um dos principais pontos de tensão entre israelenses e palestinos. Mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em assentamentos na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967 e onde vivem cerca de 3 milhões de palestinos. A comunidade internacional considera os assentamentos ilegais segundo o direito internacional.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).