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Israel libertará 26 prisioneiros palestinos nesta semana

Por Da Redação - 29 dez 2013, 19h18

Israel anunciou neste domingo o nome dos 26 prisioneiros palestinos que serão libertados esta semana dentro de acordo costurado pelos Estados Unidos para a retomada das negociações de paz na região. Todos foram condenados pela morte de israelenses. A libertação deve ocorrer na segunda-feira.

Sob forte pressão do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, Israel e os palestinos retomaram as conversas por um acordo de paz julho. Como precondição, os palestinos tiveram de desistir da exigência para que Israel suspendesse a construção de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Em troca, Israel concordou em libertar 104 prisioneiros árabes – a terceira de quatro fases.

O governo israelense informou que os crimes foram cometidos antes do início das conversações de paz, em 1993. Todos cumpriram penas que variaram de 19 a 28 anos.

Revolta – Os parentes das vítimas israelenses protestaram contra a libertação. Meir Indor, chefe da Almagor, uma associação de famílias que perderam entes em ataques de militantes, acusou o governo de vender as vítimas. “Talvez as famílias dos assassinos fiquem felizes, mas é um dia triste para as vítimas do terror em Israel”, disse Indor. “É uma mensagem para os assassinos: você pode matar um judeu e ser solto. Você tem a proteção de Kerry.”

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O secretário de Estado norte-americano, mediador dos acordos de paz, planeja voltar à região esta semana para acalmar as tensões crescentes. Em resposta à libertação, Israel disse que aprovará formalmente a construção de 1.400 moradias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Também neste domingo, uma comissão de ministros israelenses aprovou um projeto de lei para a anexação de uma parte da Cisjordânia próxima à fronteira entre Jordânia e Israel. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse que o país tem de estar presente nessa área como medida de segurança. Mesmo assim, o projeto de lei, apoiado por legisladores descontentes com as negociações de paz, não deve ser aprovado no parlamento.

(Com Estadão Conteúdo)

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